quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Polvo á moda da minha mãe

Este polvo não é invenção da minha mãe, mas como ela o faz tantas vezes eu chamo-lhe assim.

Um polvo de 1kg
Um pimento verde
Um pimento vermelho
3 dentes de alho
Uma cebola
Sal e azeite q.b.
Primeiro coze-se o polvo, na panela de pressão com metade da cebola e sal.
O tempo depende do tamanho.
Depois prepara-se uma cama de cebola, alho e os pimentos em volta, para aí deitar o polvo.
Rega-se com bastante azeite, para depois servir para temperar as batatas.
Vai ao forno até assar os pimentos e tostar um bocadito o polvo.

Serve-se acompanhado de batatas a murro, assadas numa boa camada de sal.

Para que o polvo não perca as ventosas e a pele na cozedura, diz a minha mãe que só se pode meter o polvo na panela depois da água estar a ferver e neste caso funcionou, porque o polvo era pequeno e estava bastante cozido, mas não perdeu nada.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Bacalhau d`Horta

Este bacalhau d `horta é uma coisa que se faz muito lá na covilhã e a minha mãe fazia quando eu era mais nova, mas agora com a pouca paciencia que anda, quando lhe disse ao telefone que ia levar uma abobora para ela fazer disse-me logo que não, porque não pode comer fritos....eu levei na mesma e ela lá me fez os ditos cujos pasteis e posou para a fotografia e tudo hehehe.

Deste bacalhau d`horta eu tinha uma vaga ideia como se fazia, mas já agora quis tomar apontamento para a posteridade, o apontamento foi mais ou menos a olho, porque quando dei conta ela já tinha deitado a farinha do pacote e tudo, nem uma colher nem nada para medir....
Então afinal o que é isto hehehe!!!!
Pasteis feitos de chila/gila.

1 Abobora chila/gila
4 ovos
Um raminho de salsa
2 ou 3 colheres de farinha
Sal q.b.

Como se faz:
Parte-se a abobora e retira-se a casca e as sementes, parte-se aos bocadinhos e vai a cozer em água temperada com sal, coze em 20 min mais ou menos.

Escorre-se para um escorredor e deixa-se um bom bocado até escorrer muito bem toda a água e arrefecer, entretanto pode-se ir mexendo com uma colher de pau, ajuda a escorrer melhor e a desfazer os pedaços que ainda não estão. Fica tudo em fios.

Depois partem-se 4 ovos para uma taça, junta-se a abobora bem desfeita, pode-se aproveitar aqui para desfazer á mão mais algum pedacinho mal desfeito.
Junta-se uma boa mão cheia de salsa bem picadinha.

E junta-se a farinha, o suficiente para ligar a massa como nas pataniscas, a minha mãe deitou para esta quantidade o correspondente a duas colheres bem cheias, isto para ficar uma massa molinha.


Mistura-se tudo muito bem com uma colher de pau.

Depois é só moldar os pasteis com a ajuda de duas colheres de sopa para que os fios não fiquem á solta, o que iria originar fios torrados, fritar em óleo bem quente virando quando estão douradinhos.


Depois de fritos colocam-se numa travessa sobre papel absorvente, ou ficam com muita gordura por fora, mas por dentro, não sei se por ser vegetal, não absorvem gordura nenhuma.
Com a quantidade mencionada deu estes pasteis que estão em baixo.
Estes quer dizer menos um ou dois que fomos provando enquanto se fritavam os restantes hehehe

Ficam uma delicia e quem gostava muito deles era o meu pai, que agora comeu, mas já não sabe o que comeu :-(
Nota: Como curiosidade, costuma-se ouvir dizer que a chila não se pode partir com uma faca ou o doce ganha sabor de peixe, não sei se é verdade e também não sei se é por isso que se chama a estes pasteis de bacalhau de horta, eu para os pasteis cortei e descasquei com uma faca.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Aboboras



Nada como ser e viver na provincia e ter familia e amigos em aldeias com quintas e companhia.

E como estas pessoas simples normalmente são super generosas, tenho a minha varanda assim, já começei também a distribuir, ou não haveria receitas nem congelador que chegasse a tanta abobora!!!!!

Bem agora tenho que começar a pensar no que lhe fazer, sem ser só compota, ou ainda acabamos diabeticos !!!! um bolo e uma tarte também já estão planeados, mas..... também levam açúcar!!!!

Bem já sei que vão chover sugestões :-))

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Pataniscas de bacalhau

2 postas de bacalhau
4 ovos
50 g farinha
1 cebola
1 ramo salsa
Sal e Pimentaq.b.

Primeiro coze-se o bacalhau depois de demolhado.
De seguida escorre-se e escolhe-se as peles e espinhas e faz-se ás lascas.

Depois faço o polme juntando os ovos com a farinha até obter um creme, junto a cebola picada fininha, bem como a salsa, e acrescento também o bacalhau.

Por fim tempero a gosto e vejo a consistência, e se achar necessário pode-se acrescentar um pouco da água onde cozeu o bacalhau ou mais um bocadito de farinha.

Depois é só fritar colheradas do preparado em óleo bem quente.
No fim deixar escorrer em papel absorvente para evitar o óleo em demasia.

Acompanhámos com um arroz de feijão.

Estas pataniscas são das poucas excepções á regra do não aos fritos cá em casa, a outra são os carapauzinhos com arroz de tomate ou cenoura :-)

Licor de café

Vi no blog da amiga Isabel um licor e lembrei-me dos meus que tenho por aí a envelhecer há anos sem ninguem os beber!!!!
O de café é um deles, fui á procura nos meus livrinhos da receita e cá está ele, aquilo já não parece licor, parece mesmo um xarope, mas não está nada mau, está é muito escuro!!


1 chávena de grãos de café
1 kg de açúcar
1 litro de aguardente
1/2litro de água

Colocar os grãos de café a macerar na aguardente num frasco de vidro de boca larga por 8 dias, ou mais e ir mexendo diariamente.

Depois coa-se o líquido com um pano pano e reserva-se.

Entretanto prepara-se a calda com o açúcar e a água, deixando ferver por uns minutitos e deixa-se arrefecer.

Junta-se a calda à mistura de café que já está no frasco de vidro e mexa bem.

Deixa-se descansar por 30 dias pelo menos e depois disso filtra-se com papel próprio para xaropes.

Depois é só engarrafar e deixar envelhecer por 3 meses, o meu já está há mais de 7 anos!!!!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Tapioca

Tinha uma caixa de tapioca quase a passar a validade e resolvi pesquisar para ver o que podia fazer com ela, visto que a comprei para fazer umas queijadinhas de tapioca, para as quais usei só metade do pacote mas como as ditas não foram a paixão de ninguem, nunca mais repeti.

Depois de procurar o que fazer com ela encontrei aqui a solução.

250 gr de tapioca
3 gemas
1 lt de leite meio gordo
1 pau de canela
1 casca e raspa de meio limão
adoçar a gosto
1 colher de sopa de manteiga

Deitar a tapioca de molho +/- 2 horas.

Coa-se a água e mistura-se com o leite, o limão, a manteiga, pau de canela e o açúcar.

Levar a lume brando, sempre a mexer com uma colher de pau, vai engrossando (+/-10minutos).
Retirar do lume, juntar as gemas batidas, envolvendo bem.
Levar novamente ao lume cerca de 2 minutos, não deixar ferver para não talhar as gemas.

Deixar arrefecer e polvilhar com canela em pó.

Fica com uma consistencia meio gelatinosa e onde se notam as bolinhas da tapioca.

sábado, 18 de outubro de 2008

Espreitadela na quintinha biológica

Nas ultimas visitas á minha quintinha não tive lá grande coisa para apanhar, a parte que eu gosto mais hehehe vai daí toca a tirar fotografias, porque a máquina anda sempre atraz de mim

É impressionante o que são as pragas!!!!! e o que o homem tem feito com a natureza, á conta de tanto produto quimico e tanto pesticida, as pragas estão cada vez mais refinadas e resistentes.

Pensava eu que tinha que mudar de profissão e ir vender pêras para o mercado, quando vi as pereiras velhas lá da nossa quintinha assim carregadas!!!!enganei-me quase nem as provava!!!

Estas pêras que na árvore tem este aspecto lindo


Foram quase todas parar ao chão e as poucas que ficaram em cima, por fora até pareciam bem, mas por dentro!!!!!!!!





Agora vamos lá vêr o que acontece com os citrinos, as arvores mesmo pequeninas, estão quase a cair de tantas frutitas




quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Bife com molho roquefort

Vi este bife no Elvira`s bistrot e como gosto muito de queijo e deste em especial, o bife nunca mais me saiu da cabeça, vai daí fui comprar os ingredientes e lá fiz o molhinho.

A receita dela é esta:
2 colheres (sopa) de queijo fresco para barrar
4 colheres (chá) de roquefort esmagado
1 iogurte natural
2 colheres (chá) de cebola ralada
1 pitada de pimenta moída na altura
4 bifes de novilho (vazia ou alcatra)
1 dente de alho cortado ao meio
Oleo vegetal q.b.
flor de sal.

Eu fiz rigorosamente assim, a unica diferença é que usei sal normal, é o que tenho em casa e a cebola ralada usei mais do que a indicada!!!! porque só agora vi em pormenor que era colher se chá!! eu meti uma de sopa, porque achei duas um exagero!!

Então grelhei os bifes depois de os esfregar com o alho e só no fim lhe deitei o sal.

Enquanto os bifes estavam a grelhar, juntei os restantes ingredientes para fazer o molho:

O iogurte, os dois queijos, a cebola ralada e a pimenta.

Depois dos bifes estarem grelhados ao meu gosto, mal passado o meu e mais bem passado o do marido, cobri com o molho ainda no grelhador e deixei mais dois minutitos.



Como cá em casa temos um pacto contra os fritos, embora as batatitas fritas tivessem sabido muito melhor acompanhei com massinha cozida só em água temperada.



E ainda com uma couve flor gratinada, imaginem lá como!!!!

Pois é gratinada com uma parte do molho de queijo e molho bechamel e não ficou nada mal.
A couve flor já estava cozida.


Sardinhada de apartamento

É assim para quem mora em apartamento e não tem coragem de meter um grelhador de brasas para defumar os vizinhos lá vai assando umas sardinhas num grelhador electrico!!!!

É claro que o resultado não é nem primo, mas quando a sardinha é boa, para mim esta de setembro é a melhor e se gosta muito qualquer coisa é boa para matar o desejo!!!

Os pimentos há já muito tempo que os asso no forno do fogão, meto-os num tabuleiro forrado de papel de aluminio e na grelha mais alta do forno, com a resistência de cima no máximo, não ficam nada mal!!!

A batata com a pele nem dá trabalho nenhum e temos a sardinhada possível!!!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Arroz de linguas de bacalhau

Já há um tempo que me andava a apetecer arroz de linguas de bacalhau e lá fui comprar as ditas, só que a coisa não correu muito bem, porque deixei as linguas de molho só umas 12 horas e foi pouco, devia ter deixado de um dia para o outro......

Este arroz fiz com tomate e pimentos vermelhos.

O refogado da praxe com uma cebola, dois alhos, azeite.
Juntei um tomate madurinho, um pimento vermelho e as linguas.
Depois a água, o arroz e mesmo sem juntar sal ficou pró salgadito!!!!!!




Também gosto deste arroz, mas com grelos e a época já está aí :-)

domingo, 12 de outubro de 2008

Aletria

Hoje está de parabéns o meu maridito!!! e como não gosta de festas e quis almoçar em casa resolvi fazer uma aletria para sobremesa, porque é a sobremesa que lhe traz mais recordações de infância e de que gosta muito.

Não faço igual á mãezinha dele, porque são muitos anos de experiência e na minha zona não se usava, mas lá fiz á minha maneira.




150 gr de aletria
0,5l de leite
200 gr de açúcar
1 colher de sopa de manteiga
4 gemas
casca de limão.

Primeiro levo a aletria a cozer em água durante 3 ou 4 min com uma pitada de sal, escorro e reservo

Entretanto levo o leite ao lume com as cascas de limão

Junto a aletria ao leite, a manteiga e deixo ferver em lume brando mais uns minutos até engrossar, retiro as cascas do limão.

Bato as gemas numa taça e deito-lhe uma concha da aletria quente e mexo bem, depois junto no tacho á restante e junto-lhe nessa altura o açúcar.

Vai ao lume mais 2 minutos para cozer as gemas e já está, é só deitar numa travessa.

Estas quantidades de aletria e leite é para fazer aletria mais seca e dura, porque é assim que se come lá na zona dele, a minha não se corta aos cubos, ainda não consegui chegar a tanto, mas a da minha sogra costuma cortar e é assim que ele gosta e como o aniversário é dele......

sábado, 11 de outubro de 2008

Mexilhões á minha moda

Adoro mexilhões feitos assim, porque nunca vi nem ninguem me ensinou como se fazem as famosas "moulles frites" que se comem muito nas zonas costeiras de frança uma coisa que gostei muito das vezes que por lá andei.

Daquilo que comi em frança e de umas dicas que uma galega me deu numas férias que passei na zona das rias baixas lá na galiza, resultou isto, que para mim resulta bem.

1Kg de mexilhões
6 dentes de alho
Duas folhas de louro
Azeite


Depois de raspar bem os mexilhões e de lhes retirar todas as "barbas", deixo-os um bocadito em água, para largarem um bocadito da água salgada que têm dentro ou o molho resulta salgadissimo.
Pico os alhos e meto-os a alourar em azeite q.b. junto com as folhas de louro.

Junto os mexilhões, tapo a panela e deixo que eles abram ao vapor, mexendo de vez em quando, é uma operação relativamente rápida.

Depois retiro os mexilhões e levo o caldo que se formou a reduzir um bocadinho em lume esperto e deito por cima dos mexilhões.

Cá em casa não os comemos com as "frites" como em frança, comemos mesmo só como entrada.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Exposição de Pintura

Pela primeira vez na vida fiz uma exposição da minha pintura.
A exposição está aberta ao publico na Casa dos Magistrados até ao fim deste mês de Outubro, lá na minha terrinha - Covilhã.
Por minha auto-recreação nunca teria procurado nada nem nenhum sitio para o fazer, mas como fui convidada, não tive coragem de não aceitar e lá fui deixar os meus quadros para serem expostos ao publico.
E por várias questões, de distância, profissionais e principalmente pelo horário da sala de exposições ainda não a fui visitar!!!!lá está sozinha e abandonada pela dona!!!!!
Mas, como quem tem amigos, não dorme debaixo da ponte, a minha prima São lá fez o favor e o sacrificio de ir visitar a minha exposição e levar uma máquina fotografica, para que eu pudesse espreitar, até ter oportunidade de ir vêr in loco.
Assim vou aqui deixar uma pequena amostra da exposição, pelo olhar dela.






Um cantinho para os pestinhas





Nota: Algumas das pinturasexpostas são estudos de côr de quadros de outros pintores, mas isso foi devidamente assinalado na exposição.
P.S. Actualizado já depois da minha visita

Massa da prima Lu

Esta receita foi a minha prima são que me deu, mas com a recomendação que a autora é a Lu (filha).

É mais uma daquelas massa super-rápidas e super-fáceis como eu tanto gosto, já não sei se a receita está exactamente como ela me disse, mas se tiver alguma alteração ela corrige heheh!!

Massa a gosto, eu usei cotovelinhos
Atum 2 latas
Cogumelos 1 lata
Natas 1 embalagem
Alho 4 dentes
1 Cubo de Knorr de peixe, eu não usei, porque não tinha em casa, substitui por
Uma colher de sobremesa de sopa de marisco.
Ketchup q.b.




Meti numa frigideira grande 4 dentes de alho só esmagados com a faca, a alourar em azeite.

Juntei uma lata de cogumelos e deixei cozinhar um bocadito.

Juntei duas latas de atum, envolvi e deixei só aquecer.

Juntei logo em seguida as natas, o pó da sopa de marisco, duas colheres de sopa de ketchup.

Mais duas voltinhas e estava um recheio lindo!!!

Entretanto a massinha já estava a cozer e foi só juntar tudo.

O sabor do atum com as natas resulta divinal.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Feijoada de presunto

Que coisa mais esquisita!!! pois é como é habito já há uns anos o meu sogro arranja todos os anos um presunto caseiro para nós e como era habito também, quando já não se consegue cortar nada, lá vem a pergunta o que fazer ao osso!!!

E sempre o dito lá ia para o lixo!!! Depois de contar isto a uma amiga ela dizia-me que era um sacrilégio e que o osso dava para muitas coisas e lá ia o osso para casa dela!!!


Este ano decidi experimentar aproveitá-lo, partimos o dito pelas articulações e mete-mo-lo de molho e assim já se consegue cortar um monte de febras, nem eu imaginava a quantidade que sobrava, para começar experimentei fazer feijoada.


Fiz mais ou menos como se fosse feijoada normal.
Refoguei
uma cebola,
uns alhitos,
um tomate,
uns paus de louro
o presunto cortado as tiritas
e metade de um chouriço caseiro.
Tudo bem apuradinho e e como gosto de couve na feijoada e não tinha outra, meti um saquinho de caldo verde que tinha no congelador a precisar de ser gasto.
Então não era uma feijoada rustica!!!!
E por ultimo, juntei uma lata de feijão manteiga.
Depois foi só apurar um bocadito, fazer um arroz branco para acompanhar e o aspecto foi este, meio esquisito, mas o sabor estava delicioso.