terça-feira, 28 de junho de 2011

Pudim de leite condensado

Tenho o frigorifico cheio de ovos caseirinhos que me deram e um dia destes resolvi fazer um daqueles pudins que são muito fáceis e super rápidos para quando aparece alguem de surpresa, em pouco mais de meia hora temos o pudim feito e depois enquanto se come o resto ele arefece um pouco no congelador, cá em casa há dois de eleição, este e o dos copos, para quando não há leite condensado a jeito.


1 lata de leite condensado
1 lata de leite meio gordo
4 ovos
2 ou 3 colheres de sopa de açúcar para fazer caramelo
Umas gotas de sumo de limão.

Numa forma com tampa, juntar umas gotas de sumo de limão com o açúcar e levar ao lume a fazer uma calda de caramelo ligeiro.

Bater tudo no liquidificador ou num copo alto com a varinha, deitar na forma caramelizada, fechar e levar ao lume dentro de uma panela de pressão, depois de começar a ferver é só marcar 15 minutos.

Retirar, deixar arrefecer e desenformar depois de frio.

Também se pode cozer no forno em banho maria, mas demora mais e eu prefiro por isso a panela de pressão.

Fica com uma textura muito lisa, de pudim flã, mas mais denso.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Doce de cereja

Este doce fiz com umas cerejas de aspecto exterior belissimas, grandes, bem vermelhinhas e ainda por cima duras, mas com um coração inquinado, cheinho de bichos, biológicas a 100% foi o que deu e eu como já sei que cereja apanha muito bicho, não como nenhuma sem as abrir primeiro e em cada 10 apenas uma não teria bicho, por isso para não as deitar fora porque eram muitas, já que não as consigo comer, nem deixar comer a ninguem, resolvi fazer doce.

Lembro-me de quando era pequena a minha mãe fazia doce que eu pensava ser de cereja, mas afinal era de ginja, com caroço e tudo,mas como estas tinham a particularidade das proteinas, não tive coragem de as meter inteiras e passei duas tardes recreativas a abrir cada uma por si e a retirar caroço e bicho para fazer um docinho.

Não procurei receita nenhuma e fiz á minha maneira.

600 gr de cereja sem caroço
300 gr de açúcar amarelo

Levei as cerejas partidas ao meio com o açúcar ao lume a ferver até o molho pingar grosso ao levantar com a colher de pau, este não fez ponto de fio, porque o molho pingava tipo gelatinoso.

Fiz doce por duas vezes e na primeira o doce ficou com uma calda mais liquida, na segunda deixei mais tempo ao lume quase até secar a calda e juntei três cravinhos, para dar um aroma diferente e diferente do pau de canela, que não gosto de usar em todos os doces porque não gosto que fiquem todos a saber ao mesmo.

domingo, 19 de junho de 2011

E a cidade hoje é....

Já há algum tempo que não trazia nada de viagens por aqui e como o tempo começa a lembrar passeios, as férias e fins de semana grandes lembrei-me de deixar aqui um pouco do minho, uma das zonas bonitas do nosso cantinho.

Belas paisagens verdejantes, bonitas cidades históricas bem conservadas e limpas, com uma gastronomia rica e saborosa.

Começo pela bonita Ponte de Lima, uma vilinha bem no coração do Minho, onde passei o ultimo fim de semana grande.
Esta é uma vilinha sempre em festa, seja qual for a época do ano há sempre algo para comemorar, seja a feira do cavalo, a vaca de cordas, ou as feiras novas em setembro, mas se não houver festa há sempre o sarrabulho...

















Existe nesta vilinha um festival internacional de jardins, onde todos os anos há a concurso um tema proposto e este é normalmente ligado ao ambiente e á sua defesa, no ano em que nós o visitámos o tema foi a reciclagem, neste ano de 2011 o tema é a Floresta no jardim porque se comemora o ano internacional das florestas.

As fotografias que eu tenho são do ano da reciclagem, porque este ano não tivemos tempo de o visitar.



Nesta fotografia um pormenor dos garrafões de água que normalmente não servem para nada e aqui fazem belas cercas e o caminho do meio, feito com vidro moido.

Uma pequena escultura que faz homenagem aos tocadores de concertina tipicos da zona e ao folclore em geral.


Para dormir, escolhemos o mesmo sitio, onde já estivemos outras vezes a Casa da Varzea um Solar de Portugal magnifico, um daqueles sitios onde parece que o mundo parou, o sossego é tanto, que os unicos elementos perturbadores são mesmo os passarinhos, os galos e o sino da Igreja é uma casa gerida pelos proprietários, um casal muito simpático e que nos fazem sentir em nossa casa, como disse o meu pequeno.










Uma piscina maravilhosa para relaxar no fim de um dia de passeio ou mesmo para ficar apenas a aproveitar o sol


Para terminar e como não podia deixar de ser, uma pequena amostra da gastronomia local o famoso sarrabulho, carne de porco e enchidos fritos, sangue cozido (ou frito nem sei) fatiado, acompanhado de batatas fritas e arroz de sangue um prato bem leve e de facilima digestão, nada calórico nem colesterólico, sem esquecer o pormenor da quantidade, nesta zona todos ou quase todos os restaurantes primam pela quantidade, em que uma dose dá perfeitamente para três pessoas, mas que comam bem :-)

E como a febre da procura do sarrabulho na zona é tão grande, há uma pizzaria que farta de lhe procurarem pelo dito cujo resolveu mandar fazer uma placa para afastar os sarrabulhenses 

terça-feira, 14 de junho de 2011

Lombinhos de pescada gratinados

Muitas vezes acontece não saber o que fazer para jantar, não me custa nada cozinhar, mas pensar o que fazer é uma dor de cabeça, já pensei fazer umas ementas semanais tipo refeitório de hospital e seguir á risca, mas passou da ideia, porque daria um trabalhão a fazer, depois implicaria programar muito bem as compras e acabava por acontecer como lá, quando há bacalhau com batatas a murro á quinta feira já sabemos que na sexta vem o cozido e seria um fartote rápidamente.....enfim melhor ir pensando todos os dias e todos os dias olhar para o congelador e esperar que alguma coisa salte lá de dentro aos pulinhos sou eu sou eu.

Estes lombinhos de pescada estavam lá um dia destes a olhar para mim e mesmo ao lado estavam dois palitinhos de delicias do mar que ficaram lá tristes e sós nem sei muito bem porquê.

Pensei e resolvi juntá-los a ver se casavam bem.

Meti o peixe num tabuleiro e polvilhei-o com um pouquinho de pó de sopa de marisco.

Meti por cima as delicias cortadas ás rodelinhas e reguei com um pacote de natas meio batidas.

Polvilhei com mais uma pitada da sopa do marisco e com pão ralado.

Foi ao forno e em meia hora a 200º estava prontinho, foi só tostar um pouco.

É daqueles pratos fáceis, rápidos e que ficam sempre bons e bonitos, não faço muitas vezes, por causa das natas e dos pózinhos de perlimpimpim que não devem dar muita saude, mas como hoje em dia já não sabemos o que dá saude ou não, o melhor é diversificar sem abusar de nada.
Acompanhado de puré caseirinho como o menino gosta e uma saladinha de alface 100% biológica sempre compensa os estragos dos outros.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Tarte de chocolate no forno

Esta tarte retirei de um livrinho do Jamie Olivier que comprei já há muito tempo e do qual nunca tinha feito nada, como acontece com a maior parte de livros e revistas cá em casa, acabam sempre na prateleira e de vez em quando tem umas visitas á procura de algo que de momento não se encontra e acabo sempre a procurar na net, uma biblioteca de uso muito mais fácil.

Desta vez correu bem a procura, porque queria fazer algo de chocolate diferente dos bolos e mousses que costumo fazer e ao abrir este livro encontrei logo duas tartes com excelente aspecto, optei por esta, a outra fica em lista de espera.



1 base de tarte de massa areada
140 gr de manteiga sem sal
150 gr de chocolate de culinária de boa qualidade 70% cacau
8 colheres de sopa de cacau peneirado
1 pitada pequena de sal
4 ovos
200 gr de açúcar
3 colheres de sopa de charope dourado( não meti porque não sei o que é)
3 colheres de sopa de natas azedas ou creme fraiche.

Primeiro cozer a base de massa areada no forno por 15 minutos a 180º, de modo a que fique uniforme. deixar arrefecer. A base que usei foi uma de massa fresca de marca continente e gostei muito, quase parece massa folhada, muito leve.

Depois para preparar o recheio, colocar a manteiga, o chocolate, o pó de cacau e o sal numa tigela, sobre um tacho com água a ferver e deixe derreter lentamente, mexendo de vez em quando até estar bem misturado.

Noutra tigela, bata os ovos e o açúcar até ficarem bem leves e cremosos e junte o xarope dourado e as natas azedas ou o creme fraiche.

Junte a mistura de chocolate neste preparado, raspando todo o chocolate muito bem com uma espátula.

Quando estiver bem misturado, deite na base da tarte.

Coloque no forno pré-aquecido durante 40-45 minutos a 150º.
Durante a cozedura forma-se uma crosta.

Retire do forno e deixe arrefecer numa grelha, a crosta baixa e estala um pouco.

Fica uma tarte muito boa, excelente para verdadeiros apreciadores de chocolate negro e amargo, porque fica chocolate negro puro. Do interior não tenho foto, porque foi para fora, mas posso dizer que fica um recheio denso e ligeiramente humido.

sábado, 4 de junho de 2011

Salada de frango

Quando a imaginação falta com tanta refeição para preparar ás vezes saem umas saladinhas diferentes, com aproveitamentos ou não.

Nesta utilizei peitos de frango assado que ninguem gosta cá em casa e fiz um arroz branco, só cozido em água temperada com um caldo de carne e umas ervilhinhas com mais uns pózinhos de perlim-pim-pim

1 chávena de arroz
1 chávena de ervilhas congeladas
1 chávena de milho de conserva
2 peitos de frango assado
Tomate
Pepininhos de pikles
Azeitonas



Cozer o arroz com as ervilhas em água abundante e temperada com um cubo de caldo de carne e um fio de azeite, quando estiver quase cozido, junta-se o milho.

Retirar do lume e passar para um escorredor de rede e passar rápidamente por água fria.

Juntar o frango desfiado, envolver tudo e transferir para uma travessa.
Decorar com os pikles cortados aos pedacinhos, as azeitonas e o tomate.

Fica uma saladinha morna muito apetitosa, quem gostar imagino que fica bem com um monte de maionese, nós cá em casa até gostamos, mas por principio não o fazemos.