quarta-feira, 27 de julho de 2011

Tarte de queijo feta e azeitonas

Cá em casa continua a onda grega, desde que comprei o livrinho da cozinha grega que não sai da minha mesa, sempre a pesquisar o que fazer a seguir, porque tudo me tenta, os ingredientes e os temperos, são os meus favoritos, por isso nem que seja só para mim eu vou experimentado.

Esta tarte vinha lá em forma de tarteletes pequeninas, mas como não tenho formas de tarte pequenas, fiz mesmo numa grande e pode não ficar tão bonito, mas o sabor é exactamente o mesmo.

A massa usei a folhada do costume porque me dá sempre a preguiça de fazer massas de esticar, ganhei-lhe aversão, por causa de ás vezes não as conseguir esticar bem, estas já vem até esticadas e tudo, é só desenrolar na tarteira, podem não ser tão saudáveis, mas que facilitam muito isso é verdade.

Passo a receita, porque algum dia ainda a farei.

200 gr de farinha
115 gr de manteiga em pedaços
4 a 6 colheres de sopa de água gelada
Uma pitada de sal
mais um pouco de farinha para polvilhar.

para o recheio

1 ovo
3 gemas
300 ml de natas batidas
120 gr de queijo feta
6 azeitonas pretas descaroçadas
12 raminhos de alecrim fresco
Sal e pimenta

Peneire a farinha sobre a pedra da mesa e faça uma cova ao centro. Dentro desta cova, deite uma pitada de sal e a manteiga cortada em bocadinhos. Trabalhe a massa em areia grossa com as pontas dos dedos e adicione a água de uma só vez e amasse até ficar macia.

Molde uma bola, envolva-a em pelicula aderente e deixe descansar, 15 minutos no frigorifico.

Estenda a massa com o rolo e aplique em forminhas pequenas untadas de margarina, ou numa forma grande.

Pique-a varias vezes com um garfo, comprima uma folha de aluminio em cima de cada uma das formas e  leve ao forno pré-aquecido a 200º durante 12 minutos.
retire o aluminio e deixe cozer mais 3 minutos.

Entretanto bata o ovo com as gemas, as natas e tempere com sal e pimenta.

Esfarele o queijo feta e distribua-o nas forminhas/ forma. Cubra com a mistura de ovo e decore com as azeitonas partidas ao meio e com os raminhos de alecrim.

Leve ao forno pré-aquecido a 200º durante 15 minutos ou até o recheio ficar firme.

Sirva quente ou frio, fica igualmente bom.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Uma encomenda que veio de longe

Um dia destes recebi uma encomenda que veio de bem longe, lá bem do norte da Noruega, enviada pela minha amiga Claudia, uma encomenda completamente inesperada, uma surpresa maravilhosa, foi o delirio cá em casa e a festa começou logo pelas fotografias ao embrulhinho para que constasse que chegou bem e de saude e o embrulhinho tão bonito trazia dentro um pózinho mágico, prontinho para adoçar mais os nossos dias, Baunilha organica, como dizem os brasileiros e para nós biológica directamente da Doce Vika a lojinha que a Claudia abriu lá na Noruega exclusivamente de produtos biológicos e que dentro em pouco terá loja on-line, para quem quiser encomendar.


Agora vamos lá ver o que fazer com ele, tantas possibilidades e tantas coisas boas, era só procurar o que mais nos apetecia e como sei que a Claudia tem um monte de receitas boas com baunilha, pensei logo que tinha que fazer uma das dela e o primeiro pensamento foi para um bolo de cenoura que tinha visto há pouco por lá, mas o menino certamente não iria comer, logo decidi que tinha que ser uma coisa que ele também gostasse e como os gostos dele são muito simples e resumem-se quase á mousse de chocolate e ao leite de creme como ele diz e eu adoro pudins, fiz um pudinzinho que na aparencia dava para enganar o papa leite creme e para o pai serve qualquer coisa desde que não leve gorduras a montes.

Então a receita bem simples de um pudim de leite com baunilha foi esta

1 litro de leite meio gordo

150 gramas de açúcar
raspas de uma fava de baunilha(ou meia colher de chá de pó)
4 ovos
4 gemas.

Primeiro ferver o leite com a baunilha, mexendo para que não se pegue ao fundo da panela.

Depois é só bater as gemas com os ovos inteiros, o açúcar e juntar o leite a ferver em fio, batendo sempre para não talhar os ovos.

Deitar em formas pequenas e levar ao forno a 180º em banho maria, num tabuleiro com água já a ferver.

Deixar arrefecer e comer fresquinho é o que diz a Claudia, cá em casa a primeira dose foi mesmo morninha e estava delicioso, um pudinzinho tão suave e com um sabor tão delicado a baunilha que para os pouco entendidos no assunto até diriam que é pudim de pacote.


Uma verdadeira delicia.
Que o diga quem se lambuzou a comer tacinha atraz de tacinha

No fim resta-me só agradecer á Claudia pela gentileza do presente e pela amizade que fomos criando no dia a dia de convivio bloguistico e facebookiano, o mundo internautico no seu melhor, se há coisas más na internet eu tenho a sorte de até agora só ter encontrado coisas boas e já fiz grandes amigos, quer com o blog quer em foruns de viagens :-)

P.S. o "no fim" está mal, porque este pudim é só o principio de um monte de experiências com a baunilha em pó :-)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Sopa fria de pepino

No outro dia encontrei um livro de cozinha Grega que me pareceu bastante bem e com um monte de receitas que me achava capaz e com vontade de experimentar, pelos ingredientes tipicos do verão e que gosto bastante e por ter muito tomate, que eu adoro, á mistura.

A primeira coisa que resolvi fazer foi esta sopinha fresca de pepino, para estes dias quentes que temos agora, até apetece.

Fiz só para mim, porque os homens da casa torcem os dois o nariz ao pepino, a receita é a quantidade total, para 4 pessoas.

2 pepinos
300ml de iogurte grego
300ml de caldo de galinha
2 colheres sopa de óleo de noz(usei azeite)
1 dente de alho grande
3 colheres de sopa de endro picado, não encontrei, não usei
sal e pimenta
100gr de nozes picadas

Descasque os pepinos e corte-os em pedaços.

Bata o iogurte com o caldo, o óleo de noz, o alho e parte do endro, reservamos o restante para a decoração.

Misture os pedaços do pepino e tempere com sal e pimenta.

Leve ao frigorifico durante pelo menos 4 horas.

Envolva as nozes na sopa e sirva guarnecida com o endro, eu não encontrei esta ervinha, nem faço ideia se há por cá, por isso decorei com umas folhinhas de manjericão que combina bem com a cozinha grega.


Ficou uma sopa bem fresquinha e com um sabor muito original, o sabor do pepino até fica muito disfarçado, para quem não aprecia, come bem esta sopa.

domingo, 10 de julho de 2011

Conservas de tomate

Ultimamente tenho feito sempre conserva de tomate na época dele, quer o tenha lá na quinta ou do que os vizinhos me dão, em vez de o congelar todo inteiro, porque ocupa muito espaço na arca e depois falta para outras coisas, sempre se arruma melhor e é mais practico para depois utilizar, porque assim já temos a papinha toda feita, é uma maneira muito viciante que apetece sempre ter já prontinho.

Já tinha mostrado aqui uma vez e desta  fiz igual, primeiro o refogado com cebola alho e os temperos que mais gostamos, tudo triturado e esterilizar nos frascos.


 e fiz de outra maneira, tudo picadinho, cebola, alho, temperos e o tomate,

meti tudo nos frascos em cru e levei a esterilizar assim mesmo,

mas aqui durante mais tempo do que o já cozinhado e fiquei á espera que o tempo passasse para ver o resultado e como este já é da época passada, posso garantir que ficou excelente e não se estragou nada, já não me lembro de quanto tempo levei para abrir o ultimo frasco, mas foram meses e ficou excelente.

O primeiro modo de preparar é excelente para usar em pizzas, o segundo para usar na comida em geral, muito practico, porque já não precisa picar nem descascar nada, para quando temos pressa ou uma crise de preguicite aguda.

Outra ideia para ocupar menos espaço na arca congeladora é descascar os tomates e parti-los de modo grosseiro em pedaços e depois meter em caixinhas de plástico, que até podem ser as da manteiga vazias e lavadas e leva-se ao congelador, não convem que sejam caixas muito grandes, porque depois temos que descongelar tudo ao mesmo tempo

terça-feira, 5 de julho de 2011

Empadão tricolor

Esta é uma das invenções de ultima hora que ás vezes resultam bem, ainda que não seja do agrado de todos.

Este empadão fiz com carne picada que tinha sobrado de uma massa á bolonhesa, porque quando faço carne picada faço sempre muito, porque o meu menino adora e nós também comemos bem.

Com um puré de sabor a queijo da marca continente que comprei um dia daqueles em que andamos por lá a olhar para as prateleiras á procura de nem sei bem o quê, olhei para a caixa e achei que me apetecia provar, não é para repetir, não que não seja bom de sabor, mas porque aquilo é cheio de ééééésss.

Para juntar á festa um esparregado de grelos de nabo que tenho no congelador e que nunca mais acabam, porque a produção este ano foi tanta que congelei montes e agora tenho o congelador cheio  e para não ser sempre igual, resolvi fazer um esparregado, triturado que não é costume cá em casa, para meter no meio do empadão.

Foi uma comédia á mesa, o filhinho assim que olhou para o prato disse logo eu não gosto disto verde!!!, sem provar, já não é a primeira vez que ouço cá em casa que não gosto disto verde sem ser ele!!
O marido arregalou-me logo os olhos e por entre olhares disse-me logo - Fazes cada coisa para dar ao menino!!!!

Resultado o menino convenci-o bem com a conversa de que temos que comer de tudo, principalmente legumes que tem muitas vitaminas para crescer e com tanta conversa, sem dar conta tinha a papinha toda comida :-)
O marido mais dificil de convencer disse longe dos ouvidos do menino, para não ajudar á festa, que o esparregado era muito e tinha um sabor muito forte, mal ele sabia que o sabor forte era do puré de queijo.

Resumindo foi um prato muito rápido de fazer e de resultado muito divertido.

O puré é só seguir as instruções

A carne picada já estava feita, mas é fácil de fazer, com bastante cebola e alho picadinhos e bastante massa de tomate tudo a cozinhar ao lume até apurar bem o molho, para o empadão convem que seque um pouco.

O esparregado fiz com os grelos, previamente fervidos e congelados, depois de descongelar, foi só levar novamente ao lume a ferver e escorrer bem, depois é só saltear com bastante alho picado e azeite e juntar um pouco de vinagre e aqui em vez de farinha para ligar, omiti esta parte e triturei com a varinha.

Tudo ás camadas, com a ultima, de puré pincelado com gema de ovo para tostar no forno


 e resultou uma coisa assim colorida e bem apetitosa.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Bolo de Limão

Este bolo já é velho cá em casa, a receita retirei dos livros da vaqueiro, uns livrinhos que se pediam com os pontos que vinham na manteiga e no óleo... é um bolo delicioso, superfofinho mesmo levando tanta manteiga e se o regarmos com a calda indicada, fresquinho é uma delicia.

É um bolo que já não fazia há muito tempo, pela grande quantidade de manteiga, aliás a primeira vez que fiz o marido comeu mais de metade numa tarde, quando lhe disse que já tinha comido mais de metade de um pacote de manteiga ia-me fuzilando e recusou-se a provar mais, agora faço e não lhe digo que leva manteiga e ele já come satisfeito :-)

Passo a receita na integra, mas eu não usei a dita manteiga, que me perdoem os autores e donos da patente, mas cá em casa já há muito tempo que a dita não entra, nem sei se faço bem ou mal, porque se umas são de origem animal e tem gorduras que fazem mal, as outras já nem sabemos a origem enfim vamos variando, pelo menos não nos intoxicamos com nada....

250 gr Margarina Vaqueiro (eu usei metade manteiga mesmo e sem sal e a outra metade de creme vegetal para barrar, vulgo planta)
250 gr Açúcar
250 gr de Farinha
1 colher (sobremesa)Fermento em Pó
5 Ovos
3 a 4 Limões ( eu só usei 2, porque eram grandes)
1 pitada de Sal

Cobertura
1dl de Sumo de Limão
100 gr Açúcar em Pó


Bata a margarina á temperatura ambiente com o açúcar até formar um creme bem fofinho e vá adicionando os ovos um a um.

Adicione a raspa da casca de 2 limões (guarde os limões para o sumo da cobertura).

Peneire a farinha com o fermento e o sal. Incorpore na mistura anterior e envolva bem.

Unte uma forma com margarina  e polvilhada com farinha, verta o preparado lá dentro.

Leve ao forno médio 180º durante 60 a 65 minutos ou até cozer o meu levou ± 40 minutos, nessa temperatura mas com ventilação e ficou bem moreninho.

Depois, retire o bolo do forno e pique-o com um palito ou garfo e deixe arrefecer.

Misture as 100 gr de açúcar em pó com os 100ml de sumo de limão e regue o bolo com esta mistura, eu não pesei o açúcar e juntei só umas 4 ou 5 colheres de chá.

Desenforme o bolo depois de frio.

Fica muito fofinho com um toque fresco por causa do ácido do sumo de limão, muito bom e mantem-se sem secar durante o tempo que se conseguir resistir sem o comer.