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sábado, 15 de outubro de 2016

Douro Património da humanidade e um hotel para relaxar

Como o nome do blog indica, nem só de comida vive o homem e para mim viajar é uma paixão uma espécie de alimento para a alma, adoro sair do país ir à procura de novos mundos e culturas, costumes e gastronomia, conhecer pessoas e lugares, mas também gosto muito de ir para fora cá dentro, como se diz por cá e Portugal tem sítios e paisagens lindíssimas, uma gastronomia muito rica e variada.


Há duas regiões de eleição, sem contar a minha de coração, a terra onde nasci, as minhas preferidas são o Alentejo, pela imensidão das paisagens e o sossego que transmitem e o Douro, exactamente pelo oposto, mas onde o rio é rei, percorrendo entre vales e montes paisagens lindíssimas, nem sei como ainda não lhe tinha feito nenhuma homenagem por aqui, já que todos os anos vamos lá passar uns dias.


 "Em Dezembro de 2001, a UNESCO elevou o Alto Douro Vinhateiro a Património da Humanidade. Um título, atribuído por unanimidade, que premiou a Região vinícola demarcada mais antiga do mundo, decretada pelo Marquês de Pombal, em 1756. Região única por reunir as virtudes do solo xistoso e da sua exposição solar privilegiada com as características ímpares do seu microclima em conjunto com o trabalho árduo do homem do Douro. 
 A sua Paisagem evidencia três aspectos principais: o carácter único do território, a relação natural da cultura do vinho com a oliveira e a amendoeira e a diversidade da arquitectura local. Para além destes aspectos, a candidatura destacou o trabalho notável realizado pelo homem na construção de muros em xisto que prolongam as encostas e, sobretudo, a autenticidade e integridade da paisagem cultural."


A zona tem muito para fazer e visitar, como ficámos na zona de Peso da Régua, deixo sugestões para fazer a partir daí, passeios que já fizemos noutras alturas de viajantes sozinhos.


Com uma criança e um hotel com piscina é mais difícil sair e deixar as mordomias que este Douro Scala nos oferece.


Do cais da Régua saem muitos barcos quer em direcção ao porto quer no sentido oposto, que fazem cruzeiros pelo rio lindíssimos, onde só as paisagens valem a pena.
Estes cruzeiros tem a particularidade de irem subindo e descendo várias eclusas de barragens, uma maravilha da engenharia que permite navegar nos rios mesmo havendo barragens com desníveis enormes. Fazem paragens em quintas, onde se pode visitar as casas senhoriais, adegas com provas de vinhos.




Existem museus bem perto que merecem uma visita "O Museu do Douro", mesmo na Régua , em Amarante o Museu de Amadeu de Sousa Cardoso, onde já fui 2 vezes e em nenhuma o consegui visitar, por um motivo ou por outro.


A" Fundação Casa de Mateus" em Vila real também não muito longe e que merece uma visita.

Existem miradouros muito bonitos dos quais destaco São Leonardo da Galafura.

Quintas e palacetes muitos dos quais estão abertos ao publico

 Desta vez ficámos num hotel muito simpático, mesmo no meio dos vinhedos.







É um hotel muito calmo e sossegado, com tudo que se precisa para descansar, o silencio do local envolvente, a paisagem linda, uma piscina maravilhosa para as delicias do mais pequeno e dos grandes também, para aproveitar ao máximo um Spa e piscina interior, para que não falte água quando faltar o calor, que não foi o caso da nossa estadia.

O hotel é lindo, com uma parte antiga muito bem preservada







 e uma parte mais moderna para maior conforto dos clientes.






O restaurante maravilhoso, um pequeno almoço dos deuses, com tudo que se pode esperar de um bom hotel, pãozinho de vários tipos, doces e queijos regionais, croissants e bolinhos, sumos naturais,.... para almoçar e jantar, oferece uma cozinha requintada com pratos típicos portugueses, mas com um toque de modernidade.






Nada a apontar ao hotel, um 5* com muito requinte num ambiente descontraído, sem os "salamaleques" de hotéis de luxo e onde a tranquilidade impera mas onde são permitidas brincadeiras aos mais pequenos.


Para quem quiser comer fora do hotel, aproveitando os passeios, a região é riquíssima, tem muito bons restaurantes, onde se come muito bem. 
Para reservar este hotel pode fazer aqui no Booking, fácil rápido e seguro e na maior parte das tarifas não cobra o dinheiro antecipadamente, pagamos só no hotel

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O caminho do Jacinto

Este foi o caminho que a personagem do livro A cidade e as serras de Eça de Queiroz fez quando veio de paris para morar na sua casa em Tormes.

O caminho começa na estação de comboios de Caldas de Aregos/Tormes e termina na casa da actual Fundação Eça de Queiroz.

É um percurso que está devidamente assinalado e é interessante fazer o caminho com o guia disponibilizado na página da Fundação impresso e ir vendo aparecer as casas que estão descritas e sentir que estamos no caminho certo e a avançar



Vamos subindo e deixando a estação e o rio para trás, passando por caminhos estreitos, mas limpos, uns mais ingremes que outros, uns em terra outros em pedra...




Aqui espreitamos umas uvas, ali uma abóbora chila no meio das silvas, um pipo esquecido ou talvez não...




Por aqui vemos umas casas mais simples, mas por acolá já espreitam umas senhoriais.






De vez em quando ouvimos uma sineta, é a da pequena igreja da aldeia, que junto com um galito ou um cachorro, são os únicos elementos perturbadores do silencio local.



E eis então que depois de quase uma hora e vinte minutos de subida, aparece a casa da Fundação.


A casa merece uma visita, principalmente se tiverem a sorte de ter como guia um entusiasta da obra de Eça como nós tivemos. Dentro desta casa não é permitido salvo em alguns locais tirar fotografias, porque a casa ainda é habitada, pela viúva do neto do escritor, actual presidente também da fundação.
A casa e jardins



As fotos possíveis, do interior, do trono do Jacinto, tal como vem no livro



Da cozinha



Da capela


Estes painéis que encontramos na estação de caldas de Aregos, retratam um bocadinho a história do Jacinto que veio lá de Paris cansado da vida mundana e "doente de fartura" como dizia o Grilo (empregado)


Depois dos contratempos da viagem, de chegar sem malas e fazer a subida até casa numa Égua em companhia do amigo que teve que ir de burrito...


deslumbrado com as paisagens do douro


e com a comidinha simples do nosso cantinho, facilmente trocou a bela cidade luz pelas serras...




Para quem quiser fazer o caminho e visitar a casa, na página da Fundação Eça de Queiroz tem informações mais pormenorizadas.

Na zona para além disso há muito para visitar, a paisagem do douro das mais bonitas do mundo, Amarante e o Museu Amadeu de Sousa Cardoso, o Solar casa de Mateus....

Um fim de semana no Douro, sabe sempre bem e nesta zona a oferta é deliciosa, excelentes hotéis e casas de turismo rural ou solares uma escolha muito difícil, a minha sugestão: