Este natal, voltei a reviver a magia do natal de quando eu era pequena, só que agora do outro lado, a que esconde os presentes, o que teve a sua graça também.
O tio comprou uma árvore nova para o menino e fomos repescar as decorações velhinhas, o velhinho presépio já com mais de 30 anos, com os camelos com a cabeça partida e colada e o menino jesus sem bracinhos a partilhar a caminha com um novo de outro conjunto, mas ficou muito bonito.
Rituais esquecidos, desde que o meu pai está doente e também desde essa altura, somos poucos á mesa, porque houve épocas difíceis em que o ambiente não era o mais propicio para festas e para convidados, agora que as coisas estão mais calmas perdeu-se o habito de convidar ou ser convidado para..., enfim é a vida.
Isto para dizer que não há ambiente nem cuorum para ninguém se disfarçar de pai natal, logo decidi fazer a coisa como quando eu era pequena, que tinha outra magia, o mensageiro dos presentes é que foi diferente, porque quando eu era pequena era o menino jesus, agora o senhor das barbas brancas tornou-se a figura principal desta época e as crianças tem isso tão interiorizado que não valia a pena pensar noutra coisa.
Vai daí quando o pequeno estava a cair de sono lá fomos por as botinhas na lareira com um pratinho com bolachinhas, uma rabanada que o pequeno fez questão fosse das dele (sem canela) e um copo com água para o pai natal comer quando chegasse, porque com tantos presentes para distribuir ele devia chegar com fome e lá foi para a cama, penso que sem saber muito bem que ele vinha mesmo de noite, porque o acordar de manhã foi bem tranquilo e foi á sala por acaso, penso que para ligar a televisão para ver os desenhos animados.
Foi o delírio, quando viu os presentes, a correr e a escorregar veio aos gritos pela casa a tirar toda a gente da cama :-)
Foi um natal "petacular" não se cansava ele de dizer.
As rabanadas porquê, porque é tradição nesta época e o marido gosta, ainda que na minha casa nunca foi tradição e nem sequer se chamavam assim.
Lá para os meus lados chamavam-se fritas e era uma coisa que a minha mãe fazia o ano inteiro para aproveitar o pão que sobrava e ficava duro.
A maneira de as fazer lá em casa, penso que é a mais simples.
Passar o pão por leite e em seguida por ovo batido e fritar,
polvilhar com açúcar e canela.
Este ano a coisa não correu muito bem, porque quando me lembrei delas já era tarde e o pão utilizado não foi o mais indicado, para além de estar fresco, mas ficaram boas e não sobrou nada, até o pimpolho que não liga nada a doces quis algumas num pratinho sem canela para ele e gostou.
Para todos os meus amigos, família e visitantes
desejo tudo de bom, muita saúde, paz, amor
para o novo ano de 2010