De vez em quando não apetece fazer jantar e muito menos pensar no que fazer o marido lá se disponibiliza e inventa uns petiscos, ou faz algo mais simples, mas que tem sempre o seu toque pessoal, que não sei se é por não me darem trabalho, nem a fazer nem a pensar sabem-me pelos deuses.
Esta omelete foi um desses petiscos, a coisa mais simples mas que com uns ingredientes especiais, faz toda a diferença.
Ovos quanto baste
Chouriça e salpicão caseiro, que a minha sogra ainda faz.
Uma fatia de queijo só para enganar o sabor.
Umas rodelinhas de cebola, cortadas á maneira do cozinheiro.
Umas folhinhas de salsa picada.
Azeite.
Primeiro cortar os enchidos e a cebola e levar tudo a alourar um bocadinho no azeite.
Juntar os ovos batidos, o queijo e a salsa, envolver bem tudo e deixar cozinhar.
Enrolar ou dobrar a minha unica intervenção no processo e já está um petisco,
que dizem as más linguas é um sacrilégio acompanhar com chá, mas a mim é assim que me sabe bem.
sábado, 20 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
Sol, erva e um bolinho
A primavera já está no ar
Depois de tantos meses a chover um fim de semana com sol foi mesmo uma delicia para os caracois sairem para o solzinho.
E nós lá fomos até á quinta vêr os estragos de tanto tempo de ausência.
Os estragos até nem foram muitos, para além de montes de erva a crescer desmesuradamente.
Ainda bem que agora temos ajudante para a apanhar e juntar a erva.
Sim porque eu se já ajudava mais a máquina fotografica, do que a erva, agora tenho mais um motivo a perseguir, já deixo os caracois mais em paz.
Dando comidinha aos caracois tadinhos que nem têm nada para comer
O descanso do guerreiro
E para o lanche o bolinho de abobora e coco, que fiz aqui e que ficou tão aprovado que repeti em menos de uma semana, só que agora em vez do óleo meti leite e posso dizer que ficou muito melhor, uma verdadeira delicia.
Para além disso meti parte da abobora ralada e outra parte em pedacinhos pequeninos que não se desfizeram e ficaram muito bem.
Nada melhor para saborear um fim de tarde solarengo e frio, um bolinho e um cházinho quentinho, nem que seja no termo.
sábado, 13 de março de 2010
Bolo de abobora e coco
terça-feira, 9 de março de 2010
Arte e a doença
"A arte lava a alma da sujidade da vida quotidiana" Pablo Picasso
É sobejamente conhecida a relação entre muitos artistas e a doença, e muito já se dissertou acerca da criatividade e da doença.
Para alem das doenças inerentes á sua vida boémia, a tuberculose, sífilis, muitos artistas tiveram o auge da sua criatividade em fases de doença avançada.
Temos os exemplos de Monet e a suas cataratas no fim da vida, em que o artista pintava de memória.
Edgar Degas, conhecido por suas pinturas de nus e bailarinas, sofreu de degeneração macular, um mal na retina, por quase metade de sua vida.
Renoir sofreu de uma dolorosa artrite reumatóide por mais de 30 anos, continuando a pintar com a ajuda de assistentes que inseriam os pincéis entre seus dedos retorcidos.
Mary Cassatt, como Monet, tinha cataratas e Camille Pissarro tinha problemas no canal lacrimal.
Talvez o mais conhecido de todos os disturbios psicológicos de Vincent Van Gogh.
Um exemplo de luta e resistencia o da mexicana Frida Khalo que teve poliomielite aos 6 anos. Com o pé direito ligeiramente deformado, ela seguiu uma vida normal e ingressou na Escola Nacional Preparatória em 1922. Atraída para as artes pelo maior pintor mexicano, Diego Rivera, conseguiu emprego como aprendiz, em 1925. No mesmo ano, sofreu uma grave lesão na coluna em um acidente de trânsito.
No mês em que ficou no hospital, apesar de amparada em talas de gesso e com os movimentos limitados, fez as primeiras tentativas na pintura. Quando foi para casa, sua mãe providenciou para que a cama fosse adaptada para permitir a ela pintasse.
Em 1930, já casada com Rivera, sofreu um aborto. E outro, em 1932. Em 1934 teve nova gravidez interrompida e os dedos do pé doente amputados.
Apesar das limitações físicas, Frida Khalo continuou participando de exposições e lecionando.
Em 1944, pintou A Coluna Partida. Três anos depois teve a coluna vertebral operada e permaneceu meses imobilizada. Em 1950 passou por mais sete cirurgias: mais nove meses no hospital. Em 1953, quando foi organizada sua primeira exposição individual, ela compareceu instalada numa cama, ao lado de suas telas. No mesmo ano teve a perna direita amputada até o joelho.
Ainda em 1953, Frida Khalo tentou o suicídio. No ano seguinte, desafiou os conselhos médicos e, apesar de uma infecção pulmonar, participou das manifestações contrárias à intervenção americana na Guatemala. Morreu logo depois, em julho, aos 47 anos.
Nesta linha de pensamento o local onde eu trabalho resolveu promover uma ideia que eu achei muito interessante, trazer os doentes ao hospital mas para mostrar as suas artes e surgiu uma exposição em que os funcionários também foram convidados a participar.
A ideia era que cada artista fizesse qualquer coisa na sua arte relacionado com a doença e se a minha ideia inicial era de que iriam aparecer obras mais virada para cores escuras e morbidas o resultado foi bastante diversificado e apareceram também cores vivas e alegres de esperança e vida.
A reacção foi bastante posistiva e o numero de participantes excedeu o esperado.
As peças apresentadas foram desde a escultura, pintura, cerâmica, passando pelas artes manuais.
Eu como não podia deixar de ser participei com um quadro dos meus, que não foi feito de propósito para a exposição, mas que me pareceu adequado ao tema proposto.
Para mim o mais representativo quadro desta exposição, foi este de uma doente que me parece retratar na perfeição a experiência dela e das companheiras de doença na instituição .
sábado, 6 de março de 2010
Compota de abobora com coco
Desde que vi este docinho lá no blog da Ameixinha que não me saiu da cabeça, porque tinha uma abóbora gigante na garagem em fila à espera de uma oportunidade para saltar para a panela e para a arca congeladora e também porque já tinha ouvido falar de doces com coco e nunca tinha experimentado.
Assim hoje foi o dia, para além de estar um tempo de fugir, chuva e mais chuva e mais ventania e mais uma dor de garganta que não me larga, foi dia de ficar em casa e arrumar a dita arca para lá caber a abobrinha que dará para muita sopinha e para o docinho.
Fui buscar a receita da ameixinha e aproveitei para experimentar fazer doce na panela de pressão que também nunca tinha feito, ainda que também já ouvi dizer que é uma maravilha.
Para mim não foi nada de especial, não sei se por causa da placa ser vitrocerâmica e a panela ser das mais antigas, pouco próprias para estas placas tão sensíveis, a coisa demorou muito a começar a ferver, porque também tive medo de pôr na potência máxima antes que saísse doce caramelado!!!
Bem então lá segui à risca o que a menina recomenda
quarta-feira, 3 de março de 2010
Caril de lulas e camarão
Cá em casa somos fãs de caril e o Mi também come bem e gosta, ás vezes até pede molho coisa que ele nunca quer noutros pratos, neste eu evito dar-lhe por causa das especiarias.
Este prato saiu com camarão, porque as lulas eram congeladas e encolheram tanto que por pouco só tinhamos aroma de lula.
Fiz do mesmo modo que faço sempre o caril, á minha maneira, com umas dicas daqui e outras dacoli.
Neste inovei no leite de coco, em vez de usar leite de compra que não tinha em casa, juntei 2 colheres de sopa de caril desidratado e meio copo de leite meio gordo.
Lulas q.b. ter em atençaõ que encolhem bastante
Camarão congelado descascado q.b.
1 cebola média
3 dentes de alho
1/2 copo de polpa de tomate com alho e cebola.
Azeite q.b.
2 colheres de sopa de coco em pó
1/2 copo de leite meio gordo
1 colher de chá cheia de caril
Fiz um refogado normal com a cebola, o alho, o azeite e a polpa de tomate.
Juntei as lulas e deixei cozinhar até estarem macias.
Juntei entretanto o copo de leite, o coco ralado e o pó de caril e deixei apurar o molho.
Este prato saiu com camarão, porque as lulas eram congeladas e encolheram tanto que por pouco só tinhamos aroma de lula.
Fiz do mesmo modo que faço sempre o caril, á minha maneira, com umas dicas daqui e outras dacoli.
Neste inovei no leite de coco, em vez de usar leite de compra que não tinha em casa, juntei 2 colheres de sopa de caril desidratado e meio copo de leite meio gordo.
Lulas q.b. ter em atençaõ que encolhem bastante
Camarão congelado descascado q.b.
1 cebola média
3 dentes de alho
1/2 copo de polpa de tomate com alho e cebola.
Azeite q.b.
2 colheres de sopa de coco em pó
1/2 copo de leite meio gordo
1 colher de chá cheia de caril
Fiz um refogado normal com a cebola, o alho, o azeite e a polpa de tomate.
Juntei as lulas e deixei cozinhar até estarem macias.
Juntei entretanto o copo de leite, o coco ralado e o pó de caril e deixei apurar o molho.
Quando tudo já estava quase no ponto juntei o camarão, para não ficar muito cozinhado e por isso seco.
Com arroz branco fica muito bem para ensopar o molho, o que ficou em falta foram mais uma vez os coentros frescos, porque raramente compro, aida que goste bastante, só que quando compro nunca é oportuno e acabam por se estragar ou congelo e depois de congelados não têm metade do sabor.
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