terça-feira, 10 de agosto de 2010

Bolo sem ovos

Resolvi experimentar fazer um bolo sem ovos porque tenho o colesterol um bocadinho alto e os ovos segundo dizem os entendidos são um perigo, mas na verdade não foi bem só por isso, foi mesmo por curiosidade também.
Andava sempre a dizer que todo o mundo tem colesterol e tensão alta e eu não, pois agora também tenho!!!! nem sei muito bem como!!!! porque cá em casa não se come fritos nem muitas gorduras, comemos bastantes verduras, vou ao ginásio 2 vezes por semana e nem sou gorda!!!! a unica coisa em que posso exagerar é no queijo e ultimamente no chocolate, mas não me parece que seja por aí, deve ter a vêr mais com história familiar ou então é a história da baleia que se farta de nadar todo o dia, só come peixe e algas e é gorda :-)

Bom mas voltando ao bolo, fiz para levar para a festa de fim de ano da catequese do meu menino, contra a vontade do marido que detesta que eu experimente coisas quando não é só para nós, mas eu sou teimosa e lá o fiz, porque se vou experimentar tudo só para nós então é que o colesterol dispára :-)

O resultado foi um bolo bem pequeno e com uma textura meio humida,  mais tipo borracha do que humido.
No sabor notava-se um pouco a farinha, na minha opinião é um bolo que até nem é mau, come-se bem, mas para quem não pode mesmo comer ovos, porque para quem pode e tem uma variedade tão grande de bolos tão bons, deixa um pouco a desejar.
Mas a receita também foi um bocadinho adaptada á minha maneira, não segui nenhuma á risca, talvez haja alguma testada melhor!!

2 iogurtes naturais
2 copos de açúcar
3 copos de farinha
1/2 copo de óleo (substitui por leite)
2 colheres de chá de fermento.

Bater  tudo no liquidificador.
Vai ao forno em forma untada e polvilhada de farinha a cozer em forno a 200º durante mais ou menos 30 m.
Fotografias do interior não tive coragem de fazer lá na festa, ou as outras mães iriam achar que sou meia doida, fotografar um bolinho assim meio michuruca :-) se houver próxima eu fotográfo.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Uma vida

E porque já passaram 20 anos............ metade da minha vida
Imagem da net


Desejo a você: fruto do mato, cheiro de jardim, namoro no portão, domingo sem chuva, segunda sem mau humor, sábado com seu amor .


Viver sem inimigos, filme antigo na TV, ter uma pessoa especial e que ela goste de você.

Música de Tom com letra de Chico, frango caipira em pensão do interior, ouvir uma palavra amável, ter uma surpresa agradável.

Noite de lua Cheia, rever uma velha amizade, ter fé em Deus, não Ter que ouvir a palavra não, nem nunca, nem jamais e adeus.

Rir como criança, ouvir canto de passarinho, sarar de resfriado, escrever um poema de Amor que nunca será rasgado.

Recordar um amor antigo, ter um ombro sempre amigo. Bater palmas de alegria, uma tarde amena, calçar um velho chinelo...

Tocar violão para alguém, ouvir a chuva no telhado, vinho branco, bolero de Ravel... E muito carinho meu.

Carlos Drummond Andrade

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pasteis de bacalhau

Pasteis de bacalhau, haverá coisa mais tipica da culinária portuguesa? entre outras esta é uma das mais tipicas, feito de norte a sul, pode haver variantes no nome, mas em todas as casas numa altura ou noutra há os famosos pasteis.

Pois cá em casa nunca tinha feito, mais uma vez porque não era hábito em casa da minha mãe e quer queiramos quer não somos influenciadas a cozinhar, aquilo a que nos habituámos a comer em casa da mãezinha.

Desta vez resolvi experimentar, porque o marido que ficou em casa sozinho com o menino resolveu fazer bacalhau cozido e batata como se fosse para todos, contando com o menino como se fosse grande e quando cheguei tinha uma grande posta e um monte de batatas de sobra.

Procurei uma receitinha e cheguei á conclusão que a mesma proporção de batata e bacalhau seria o ideal e fiz partindo do peso de bacalhau que tinha.


200gr de bacalhau cozido
200gr de batata cozida
1 ovo
Meia cebola
Salsa a gosto

Passei as batatas pelo passe-vite juntamente com o bacalhau, uma tarefa bem dificil, porque estes já estavam frios e o bacalhau não passa muito bem porque se faz em fios, mas contornei a coisa retirando por cima a massa que não conseguia passar, depois de estar bem moida.

Juntei depois o ovo, a salsa e a cebola muito bem picadinha.

Misturei tudo muito bem com uma colher de pau.

Moldei os pastelinhos com a ajuda de duas colheres de sopa e depois congelei para mais tarde fritar.


Para acompanhar um arroz de legumes

domingo, 1 de agosto de 2010

Pizza nem peixe nem carne

Mais uma pizza, para o jantar de domingo, um daqueles dias em que depois de almoçar bem, passar a tarde na sorna e lanchar bem, não apetece fazer muita coisa e muito menos jantar, por isso esta é uma alternativa sempre bem aceite por todos.

Pizza de compra só mesmo em ultima instância, porque depois de comer pizza caseira as outras não sabem a nada e como é super-fácil, porque a máquina de pão faz o trabalho duro, o resto é muito rápido em 20 minutos no forno está feito.

200 ml de água
1 colher de chá de sal
2 colheres de sopa de azeite
100 gr de farinha de trigo integral
220 gr de farinha tipo 55
1 medida pequena mal cheia de fermento ramazzotti (colher que vem com a máquina de fazer pão, corresponde a uma colher de chá)

Seleccionar o programa de massa da máquina de fazer pão.

Logo que acabou transferi a massa para o tabuleiro do forno untado com azeite e estiquei muito bem a massa, de modo a cobrir todo o tabuleiro.

Cobri com molho de tomate crú, sem encharcar, só o suficiente para cobrir a massa toda.

Para o molho, triturei

1 tomate caseiro grande.
1 dente de alho pequeno.
1 cebolinha pequenina tipo chalota.
1 colher de sopa de azeite.

Meti tudo no copo e triturei com a varinha, resultou mais ou menos 200 ml de molho.

O recheio foi uma miscelânia para agradar aos três habitantes da casa.

Fiambre
Chourição
Azeitonas pretas e verdes
atum (uma lata)
tomates pequenos
rodelas de courgete
queijo ralado

Distribui o recheio de maneira a formar 3 secções ( sem grande rigor) cada uma para agradar a cada um.

de um lado mais fiambre e tomate
de outro mais chourição e tomate
de outro a courgete  e o atum
Queijo ralado e azeitonas descaroçadas e cortadas ás rodinhas por todo lado.

Foi ao forno a 240º durante 20 minutos e foi o tempo ideal.


Resultou uma pizza de massa nem fina nem muito grossa, mas super estaladiça em volta, sem ser dura e no meio fofinha com olhinhos tipo pão, mesmo uma delicia.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Creme de Tapioca

Já há algum tempo que não participo em passatempos e desafios de blogs, o tempo disponível agora não é muito e tem que ser muito bem gerido para dar para tudo, mas como a Ana é uma menina muito simpática e tem insistido e convidado a participar no alquimia de ingredientes eu resolvi aceitar o desafio, até porque andava já há algum tempo com vontade de experimentar umas tapiocas que outra menina muito simpática faz, a receita foi retirada de uma das dela, mas com as minhas alterações.

Já tinha feito uma vez cá em casa, mas fiquei com vontade de repetir pelas sugestões que me deram na altura, principalmente o coco que adoro e cá está.


1l de leite
400 ml de leite de coco
1/2 copo de açúcar
1/2 copo de tapioca em bolinhas

Deitar o leite num tacho grande, juntar os restantes ingredientes e levar ao lume até ferver mexendo sempre para não pegar ao fundo.
Depois de começar a ferver deixar por mais 15 a 20 minutos até cozer bem a tapioca e as bolinhas ficarem bem transparentes.

Está pronto, se se comer assim quentinho ou pelo menos morno fica cremoso, depois de frio, fica mais duro.

Cá em casa não resistimos a comer uma tacinha quentinha e para as restantes fiz uma calda de chocolate e uma de maracujá.

Para a de chocolate fiz com

50 gr de chocolate amargo 70%cacau
50 ml de leite

E levei ao microondas em potencia baixa, para derreter o chocolate

Para a de maracujá utilizei um doce que trouxe do Brasil no ano passado e ainda estava fechado.

Para cada colher de doce uma colher de água e é só mexer bem para uniformizar.

Cá em casa nem o chocolate convenceu o mais pequeno que adorou a tapioca ao natural, diz que parece arroz doce ás bolinhas, mas os crescidos também foram da mesma opinião, para a próxima vou experimentar com as caldas naturais de fruta que a Cláudia sugere, de ameixas por ex que estão agora por aí aos montes.

A tapioca que usei foi a que se vende por aqui, há duas marcas e eu comprei da Ramazzotti, não sei se será a verdadeira que se vende no Brasil, porque as bolinhas que a Ana mostrou parecem-me mais perfeitinhas.

Esta é a minha modesta participação no desafio da Ana

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O que é bom acaba depressa

Uma das coisas que gosto de fazer na vida é viajar, ao contrário de muitas pessoas eu penso que viajar é um dos melhores investimentos que podemos fazer, é uma outra forma de enriquecimento.

Este ano por causa do menino e não só, decidimos não ir de viagem para longe e fazer as tipicas férias de praia e sol, e como temos no nosso cantinho praias muito boas foi mesmo para o algarve que fomos.

A zona foi escolhida ao acaso, mais em função do aparthotel, porque nas minhas pesquisas na net, a primeira prioridade e o que procurei foi uma coisa agradável e principalmente perto da praia, para não ficar dependente do carro e andar livremente a pé.



Um aparthotel bem sossegadinho, cheio de jardins e afastado da estrada e do barulho, onde ficamos lindamente instalados, numa vivendinha, ainda que não tenha sido isso que escolhemos, mas como não tinham um T1 fizeram upgrade para um T2 e nós felizes e contentes.



Os 15 dias foram passados entre a praia e a piscina num relax total, a praia ainda não tinha muita gente e no hotel envolvidos numa calma, onde só as gaivotas e os melros nos incomodavam com as suas cantorias.




  
  
A praia Maria Luisa, a 5 minutos a pé da nossa casinha, muito bonita e de águas limpinhas fez os delirios do nosso menino.


Para completar a festa uma piscina enorme


As unicas saidas extra relax foram mesmo um dia para o Zoomarine, para passar um dia bem divertido entre golfinhos, aves, focas e diversão.



 

Para além disso só um passeio até Vilamoura e Faro, onde constatamoss uma vez mais que os algarvios ainda têm aquele espirito de aproveitar bem o verão porque o inverno é fraco e vai daí há que ganhar dinheiro á custa do desprevenido turista, que se não confere a conta sempre está "ferrado" como dizem os nossos amigos brasileiros, para além de alguns preços serem manisfestamente exagerados, tivemos uma situação em que num restaurante na zona da marina de faro numa só conta tinhamos 3 enganos, coisas que não comemos e preços mais altos do que estava na conta e em que o dono ou representante ainda teve o descaramento de dizer que andava a ganhar dinheiro á conta de um gelado que andava a cobrar a mais por engano!!!!!

Uns postais de faro




E para terminar em beleza ou talvez não já na casa da avó o meu menino que ainda pensa que o super-homem existe e pode mesmo voar resolveu testar e deu um salto num insuflável e voou directinho para o chão e o resultado foi

Uma noite no hospital cheia de boa disposição (dele claro está) e de todo o pessoal que nos atendeu que se fartou de rir com ele.
A máscara e a touca foi o troféu, porque o prometido é devido....