sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Camadinhas colorido do Miguel

Esta sobremesa foi uma invenção para o natal, quando somos poucos á mesa não podemos fazer meia dúzia de sobremesas, mas temos que agradar a vários gostos diferentes é preciso ter imaginação, quando uns não gostam de frutas secas, outros não gostam de natas e outros nem podem comer doces, temos que inovar.

Esta podemos dizer que foi uma invenção bem sucedida, baseada no famoso camadinhas, mas sem as natas e com uma bavaroise de morango que encontrei na despensa da minha mãe, saiu um tri-camadinhas muito colorido e saboroso.


1 lata de leite condensado
1 lata e meia de leite meio gordo
4 gemas
2 colheres de sopa rasas de maisena(com farinha normal também fica bem)
3 colheres de sopa de chocolate em pó
1 pacote de bolacha maria
1 embalagem de bavaroise de morango royal
Café solúvel q.b.


Fazer a bavaroise segundo as instruções da caixa e reservar.

Juntar o leite condensado com o outro leite e levar ao lume até ferver.

Bater as gemas com a farinha e juntar aos poucos algum leite a ferver, depois misturar tudo no restante leite e levar ao lume a engrossar e cozer a farinha e as gemas, mexendo sempre para não formar grumos nem pegar ao tacho.

Colocar metade deste creme num pirex e por cima colocar uma camada de bolachas molhadas no café e escorridas.
Na outra metade do creme misturar o chocolate em pó e mexer bem até ficar uniforme e colocar em cima das bolachas.
Por cima do creme de chocolate colocar mais uma camada de bolachas molhadas em café e por ultimo colocar em cima a bavaroise de morango, esta é de compra, mas pode-se fazer caseira que fica ainda melhor.

Vai ao frigorífico até ao momento de servir, a junção dos sabores combina muito bem e posso dizer que as camadas de baixo com o chocolate fica delicioso, fica a ideia para fazer a sós :) ou a ideia para fazer com bavaroise de morango sem ser de pacote, definitivamente não sou fã destas coisas de pacote...

O meu Miguel adorou, ele que nem costuma comer sobremesas muito elaboradas ficou fã desta, por isso teve direito a nome com direitos reservados :)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Ervilhas com ovos escalfados

Este prato é bem típico, mas cá em casa não costumo fazer muito.
Não sei se é por isso, mas tenho na memória uma intoxicação alimentar que apanhei no refeitório do primeiro hospital onde trabalhei, ganhei uma espécie de intolerância ao prato... resumindo durante anos nunca mais consegui comer tal coisa. 

A história apenas para alertar que neste tipo de ovos mal cozinhados temos que ter atenção e usar apenas ovos o mais fresco possível, ou fazer o teste na água, metendo o ovo numa taça com água, se boiar é sinal que já não está próprio para consumo.

Passados mais de 20 anos já esqueci o acontecimento e já faço, principalmente se tiver ervilhas caseiras. Foi o caso destas, deram-me um saco gigante e resolvi aproveitar para fazer antes de congelar com elas fresquinhas.

Fiz á minha maneira com

Bacon
Chourição
Febras de porco
Ovos
Ervilhas
Cebola
Alho
Cenoura
Tomate
Azeite q.b.
Vinho branco q.b.

Fiz um refogado com azeite, a cebola, alho, o chourição e o bacon aos cubos e depois de a cebola estar meio transparente, juntei a carne também partida aos cubos, a cenoura, o tomate e meio copo de vinho branco. Temperar a gosto, mas não abusar dosal, por causa dos enchidos.

Deixei cozinhar e apurar o molho, juntei as ervilhas lavadas  e sem juntar mais água deixei cozinhar em lume brando e com o tacho tapado, para não secar o molho.
Quando as ervilhas estão quase cozinhadas, abre-se um buraco com uma colher e deita-se aí o ovo, um em cada buraco e volta a tapar-se o tacho até o ovo estar cozinhado, mas sem ficar totalmente duro.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Entrecosto no forno

Esta carne assim assada é muito apreciada cá em casa, não faço muitas vezes, por causa da carne ter muita gordura, ainda que eu e o meu filhinho adoramos, só que pela nossa saúde não vale a pena abusar.

Este fiz sem temperar de véspera, porque fui ás compras de manhã e vi lá no talho e apeteceu-me e ficou excelente.
A carne de porco é mais fácil de ganhar o tempero e eu na verdade nem sou muito adepta de vinhos de alho e carne com muito sabor ao tempero.

Este é um prato que fica bom, mas as fotografias nunca ficam muito bonitas.... a carne dentro do pirex, nem antes nem depois... por isso como não sou profissional de fotografia, sai só uma fotografiazinha do prato

Entrecosto (costela com carne e couro)
Alho
Louro
Colorau
Mistura de pimentas e especiarias
Vinho Branco
Cebola
Polpa de tomate caseira
Azeite

Temperei  a carne meia hora antes de ir para o forno.

Fiz uma pasta com bastante alho esmagado, com as folhas de louro também partidinhas pequenas, o colorau, o sal e um pouco de pimenta moída de um moinho com especiarias e um pouco de azeite.

Besuntei bem a carne com esta pasta de um lado e do outro e depois de meia hora mais ou menos, meti no forno pré aquecido a 250º num tabuleiro sem mais nada com a pele/couro virado para baixo.
Deixei durante meia hora, depois juntei batatinhas em volta e um molho feito com vinho branco, um pouco de água e polpa de tomate e umas tirinhas de pimento verde e deixei até estar quase cozinhado, voltei a carne e deixei mais um pouco para tostar a pele.
Por vezes besunto a carne com mel quando a viro, não foi o caso desta e fica muito bom.

Com salada ou legumes cozidos, uma compota de fruta a gosto.

Uma sugestão simples e barata, fácil de fazer sem grande trabalho, mas que fica muito bom, o único senão é uma carne gorda, para quem não aprecia gorduras já não é tão bom, mas podemos reduzir a gordura que adicionamos e melhora, ou retirar a parte mais gorda e o couro e deixar a costela mais rapada, mas não fica a mesma coisa :)

sábado, 16 de janeiro de 2016

Bolo de claras e laranja com calda e um desafio aos meus leitores

Mais um bolinho para o chá, delicioso, fofinho, húmido e muito saboroso, para todos os meus amigos e seguidores em Portugal e por esse mundo fora.

Assim hoje queria propor um desafio a todos que costumam ler o meu blog.

Antes de haver as redes sociais os blogs tinham muitos comentários,não que isso tenha um interesse especial, porque muitas vezes eram comentários simplesmente para publicitar o seu próprio blog, eram até um pouco fora do contexto,, mas dava também uma ideia de até onde chegava o nosso. Isso agora não acontece tanto, as coisas foram transferidas para o facebook, mas eu como não associei o meu á minha conta não tenho essa noção,mas tenho alguma curiosidade em saber até onde chega o meu.

Vejo  pelo tráfego de onde o blog é visualizado e por algumas mensagens que me chegam por e-mail que há portugueses e não só, pelo mundo fora a vir aqui buscar uma receita ou outra a alguns até me dizem que não comentam por um motivo ou outro.

Hoje desafio todos a comentar alguma coisa, nem que seja só o sítio de onde me estão a ler, assinando o nome ou não, podem fazer de modo anonimo, não é preciso ter blog :-)


8 claras
2 gemas
300 g de farinha
200 g de açúcar
100 g de manteiga
150 ml de sumo de laranja
Raspa de 2 laranjas
1 colher de sopa de fermento

Calda
50 ml de sumo de laranja
2 colheres de sopa de açúcar
50 gr de manteiga (não meti)

Bater as claras em castelo e reservar

Bater o Açúcar com a manteiga até obter um creme esbranquiçado e juntar as duas gemas e bater bem.
Juntar o sumo e a raspa de laranja e bater bem. Envolver a farinha peneirada com o fermento e misturar bem.
Por ultimo envolver as claras em castelo e levar ao forno em forma de buraco untada e enfarinhada a 180º durante 30 a 40 min.

Entretanto preparar a calda levando a mistura ao lume para a calda aquecer e derreter a manteiga no caso de a querer por.
Quando o bolo estiver bem cozido, retirar do forno e deitar a calda em cima ainda na forma e levar de novo ao forno para absorver a calda e dourar em cima.

OBRIGADA A TODOS :-)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Risoto de pleurotos

Não vejo muita televisão, mas quando apanho por acaso os programas de academias de chefes  vejo e foi num destes que ouvi um chefe português criticar um prato de risoto por terem usado arroz próprio para risoto, quando temos arroz carolino nacional de excelente qualidade e um arroz de peixe por terem usado agulha e cheguei á conclusão que sou uma boa chefe :) , porque cá em casa não uso habitualmente outro, uso o carolino para quase tudo, excepto se quero um arroz excepcionalmente solto.

Este risoto foi feito com arroz carolino produção nacional de uma marca que agora sou fã, os pleurotus são produção própria e biológica de uma senhora que vende lá no meu serviço, como o preço nem é mais caro que nas grandes superfícies onde habitualmente compro, tenho comprado á senhora, mas não é a variedade que mais aprecio, não tem um sabor muito forte.



domingo, 10 de janeiro de 2016

Filhoses de abóbora e laranja

Na altura do natal ofereceram-me uma abóbora daquelas bem cor de laranja, com indicação que era própria para fazer as filhoses de abóbora, tão típicas cá de Coimbra.
Procurei uma receita e fiz, já fiz outras vezes, mas estas foram as melhores de todas.