De Djerba ao Deserto

Ir à Tunísia e não ir a Deserto é como ir a Roma e não ver o papa, dizia o guia na apresentação das excursões....



Desperdiçar dois dias de hotel naquela prainha maravilhosa que nos coube no simpático hotel Iberostar Mehari, pode parecer loucura, uma escolha pouco sensata, sendo que só para chegar ao desejado deserto, seriam pelo menos 5 horas de autocarro



Mas ir à Tunísia e não ir ao deserto seria uma mesmo uma falha grande para mim, não faz o meu género, ir uma semana "aboborar" num resort a comer e a beber na praia, afinal até temos um país com excelentes praias e excelentes hotéis e nem sou fã de comer só por comer, só porque está TI... não valia a pena ir tão longe só para isso...

Sem stress porque WC não faltam pelo caminho


Assim embarcámos nessa aventura e depois de umas 4 horas sofridas, lá chegámos a Chott el Djerid, o lago salgado, primeira paragem e um calor abrasador para nos receber em grande.

Mal saímos do autocarro para admirar aquela paisagem, onde nada cresce, apenas montinhos de sal aqui e acoli, levamos um choque térmico brutal, o reflexo do sol nos cristais de sal a queimar-nos a pele, uma sensação única .....





A paragem foi curta, porque a sensação de que vamos entrar em combustão é avassaladora, nem vontade de tirar fotografias e nem de comprar as famosas rosas do deserto.... nunca o autocarro foi tão desejado, se vinhamos cansados de andar entramos todos satisfeitos de novo, percebemos o comentário do guia quando vendeu a excursão, o autocarro tem ar condicionado.....


Rosas do deserto, de cores que não conhecia


Mais uma horita e depois de tantos Km por zonas áridas desérticas e outras sem vida, é espantoso o entrar na zona do Oásis, km e km de palmeirais.




Chegámos ao nosso destino, a cidade-oásis de Tozeur.

A cidade de Tozeur porto de abrigo dos muitos turistas que vêm ao deserto, vive essencialmente dos oásis naturais e do cultivo de palmeiras-tamareiras, uma das principais fontes de rendimento da Tunísia. Para além disso nas sombras das palmeiras uma grande actividade agrícola é desenvolvida pelos habitantes, figueiras, romãzeiras, videiras......


Olha trabalho 😁mas será que lá só trabalham de noite😕











Chegamos então finalmente ao nosso hotel no deserto, Hotel Ras El Ain o telemóvel indicava 48º.
Este hotel de 4** equivalia efectivamente a um 3**básico, mas confortável suficiente para dormir poucas horas.







Depois do almoço reservaram-nos algumas horas para descansar, pela temperatura excessiva, houve quem fosse para o quarto dormir um pouco no ar condicionado, eu aproveitei para uns mergulhos na água da piscina que estava mais quente que eu, ao levantar, sentia a água quente a escorrer do cabelo para as costas... e só mesmo mergulhando se estava bem, porque os 48º secavam a pele instantaneamente, uma sensação única.


A meio da tarde, partimos para conhecer os restantes tipos de deserto, não sem antes darmos um passeio de charrete pelos palmeirais, provar o suco de palmeira e figos quentes pelo calor, uma experiencia arriscada pela parte intestinal, mas tudo se passou bem. .



                            O nosso guia Ahmed um profissional muito simpático e competente



Continuámos para o deserto de rocha, a bordo de jipes todo-o-terreno e preparados para um rali que só me fez lembrar as imagens que via no Paris Dakar, uma viagem radical, alucinante e divertida subir a pique pelas escarpas ou de lado, subir e descer dunas, aqui atasca um e ali recua outro, pilotos experientes que nada temem.


Também vamos subir por ali? Nãããooo😲😱 subimos😁






Chott El-Gharsa, esta montanha, bem ali do lado do Mos Espa, a mini cidade construída para o filme Guerra das estrelas, foi usada várias vezes durante as filmagens.
Na Tunísia é chamada de Ongh Djemel (Pescoço do Camelo).



E quem não podia deixar de ir lá ao alto, empoleirado numa rocha mesmooo a cair 😲😳
o meu pirata



Depois a paragem para a visita ao cenário onde foi filmado o filme e para subir aqui e acoli ou simplesmente admirar a paisagem, dunas a perder de vista e na hora marcada parar para ver o por do sol.




















Este por do sol, não teve as imagens fantásticas esperadas por todos, diz o guia pelo excesso de calor forma-se uma neblina no horizonte que não permite isso.




Mas valeu a pena pelo ambiente envolvente e lá seguimos animados para uma ultima paragem, para ver um outro oásis mais pequeno, mas com uma piscina natural de um verde espetacular, não houve direito a mergulhar pelo adiantado da hora.



Chegados ao hotel e antes de tomar banho... jantar.... porque penso que se alguém fosse ao quarto já não teria coragem para descer e jantar, ainda houve quem voltasse à piscina depois de jantar, mas pensando bem nós fomos mesmo dormir, porque a hora de levantar estava ditada 4h menos um quarto....
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P.S.Em breve o segundo dia, porque não consegui carregar todas as fotografias num só post.

Comentários

  1. Bem interessante essa viagem.
    O Miguel estava como peixe na água ( perdão, como areia no deserto).
    O importante foi gostarem e divertirem-se em família...
    Beijinhos

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    1. Olá Dilene :)
      Pois é o Miguel delirou, como delira com tudo que é novidade, curioso desde pequeno está viciado nas viagens, consegui já incutir-lhe esse espírito :)
      A Tunísia foi uma agradável surpresa para mim, e o norte deve ser ainda mais interessante, mas a praia de Djerba é muito boa, lembra as caraíbas, gostámos muito

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  2. Estou a gostar de ler a descrição desta viagem.
    Eu e o namorado estávamos a pensar visitar Djerba e com este testemunho é possível conhecer um bocadinho mais e saber mais pormenores.
    https://jusajublog.blogspot.com/

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    1. Pois fazem bem apostar neste destino, não é caro para a oferta que oferece, tanto cultural como de praia :)
      gostei muito.

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