sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Souflé de peixe

Cá em casa todos gostamos muito de peixe, mas para não apreciadores e para quem tem crianças que resingam para o comer, assim ele fica escondidinho.

É uma maneira diferente, muito soft, que normalmente agrada a todos pela sua leveza e sabor  e para além disso a apresentação também é bonita, coisa que a dona de casa também aprecia.

É uma receita muito fácil de fazer nos robots de cozinha, eu fiz no meu, os tempos utilizados são para o meu, mas sei que agora há muitos diferentes, cada um pode adaptar ao seu.


400 gr de medalhões de pescada ou postas
1 mão cheia de camarão descascado
1 cebola
3 dentes de alho
5 ovos
300 ml de leite
35gr de farinha
1 colher de sopa de margarina
Sumo de 1 limão
Coentros, sal e pimenta a gosto.

Descongelar a pescada e temperar com sal e limão algum tempo antes.

Primeiro com o copo seco, bater as claras em castelo.
Meter as claras no copo lavado e seco, programar 5 min vel.4 com a borboleta.
Retirar e reservar numa taça.

Colocar a cebola e os alhos descascados cortados em pedaços no copo do robot e triturar vel.5 durante 5 seg. Juntar a margarina ou azeite  programar 3 min a 120º vel. 1, juntar a farinha o leite e programar 5 min, vel.3 temp. 100º.

Adicionar as gemas, o peixe, o camarão e os coentros picados de modo grosseiro, rectificar o tempero e programar 2min vel.5 temp.100º.

Retirar do copo, reservar.

Misturar as claras delicadamente no preparado do peixe e levar ao forno pré-aquecido a 160º numa forma de porcelana própria untada com margarina e polvilhada com pão ralado, durante 40 min, ou até verificar a cozedura. Se tiver formas próprias individuais é o ideal.

Retirar e servir imediatamente.
Com uma salada mista fica muito bom.

domingo, 26 de junho de 2016

Mousse de chocolate sem....quase nada

Acho engraçado as dietas que circulam por aí na net, bolos sem ovos, sem farinha, sem açúcar e sem..... sei lá mais o quê, sem quase nada....

O leite passou a bebida de soja e agora já vai nas bebidas de arroz, amêndoa..... 
O açúcar que foi substituído pelo amarelo, passou a mascavado e agora depois de passar por frutoses já vai na Stevia

Enfim, pressão do marketing é tal que agora toda a gente até é alérgica a alguma coisa, ao gluten, á lactose e sei lá a que mais, mesmo sem diagnóstico médico, vamos deixando de comer porque somos alérgicos e os produtos sem esses nutrientes ainda que caros, vendem como chocolate.

E por falar em chocolate, encontrei esta mousse por aí e eu que nem sou muito de embarcar nesse tipo de restrições da moda, achei esta mousse "engraçada" porque esta é mesmo sem quase quase nada :).

Leva mesmo só o chocolate e água, o chocolate tem que ser de excelente qualidade e no mínimo ter 70% de cacau, para emulsionar com a água, porque ou não resulta.


150gr de chocolate negro 70% cacau
1/2 chávena de chá de água.
Cubos de gelo

Meter cubos de gelo numa taça com água e dentro desta meter outra taça de inox ou vidro para ir arrefecendo.

Meter a água com o chocolate partido num tachinho ao lume  para derreter, mexendo sempre, o chocolate vai derreter, mas não se mistura muito bem com a água.

Quando estiver todo derretido transferir para a taça que está em cima dos cubos de gelo, bater muito bem, até fazer uma emulsão (mistura de gordura com água) e obter um creme, não bater demais para não ficar duro.

Transferir para uma taça de servir grande ou tacinhas pequenas está pronto a servir.

Diz nas receitas que, se se deixar de um dia para o outro e separar duas fazes, é só bater mais um pouco, eu deixei no frigorífico e não separou nada.

O meu ficou no frigorífico, porque ninguém apreciou muito, fica muito amargo e os gulosos cá de casa, gostam de coisas mais docinhas, no dia seguinte dei-lhe um toque diferente e já ficou melhor.

Juntei bolacha maria ralada e natas em chantilly por cima, coisa que já costumo fazer com as mousses normais e resulta bem
Não voltei a fazer, mas provavelmente se fizer com chocolate com menos cacau talvez fique melhor.

domingo, 19 de junho de 2016

Camarão entre o "all ajillo" e o "bulhão pato"

Dizer que este é um camarão all ajillo é pura imaginação, dizer que é á bulhão pato é pura invenção :) este é um camarão entre o frito e o salteado ou seja é um camarão á minha maneira mas que fica uma verdadeira delicia.

É feito com casca ao contrário do all ajilho, mas o modo é semelhante.

Camarão
Alho
Coentros/salsa
Azeite
Sumo de limão

Por numa frigideira funda bastante alho, picado, (eu junto algum inteiro esmagado com casca), azeite q.b. ou seja que tape o alho e sal grosso, quem gostar pode por picantes também, cá em casa não somos apreciadores.
Levar ao lume até o azeite começar a fritar os alhos.

Por os camarões e tapar.

Levar a lume esperto uns minutitos, quando a casca ganhar cor, vira-se e polvilha-se a gosto com coentros picados.
Mais uns minutitos e vai-se mexendo, abanando o tacho tapado e já está.
Por na travessa de servir e espremer por cima um pouco de sumo de limão.

 A cor do molho é natural, não tem mais nada do que o que foi referido

O camarão não precisa cozinhar muito por isso quando digo uns minutos são muito poucos mesmo,  só mesmo o tempo de ganhar cor, porque se não vai ficar seco e agarrado á casca e não há nada mais desagradável ao comer camarão que não conseguir tirar a casca inteira, sem ficar colada e a desfazer-se.

sábado, 28 de maio de 2016

Artisan Bread com farinha de alfarroba

Cá em casa ficámos fãs deste pão e tenho feito todos os fins de semana, não faço mais vezes durante a semana, por falta de tempo mesmo, porque todos gostamos muito.

Ultimamente tenho posto uma colher de farinha de alfarroba, fica mais escurinho com um sabor ligeiramente diferente, faz lembrar o pão de centeio.

1 kg de farinha tipo 65 sem fermento
1 colher de sopa de farinha de alfarroba
700 ml de água
1 colher de sopa de fermento biológico seco
1 colher de sopa de sal (eu corto bastante)

Numa taça grande colocar o fermento, o sal e a água e mexer bem para dissolver.

Juntar a farinha com a farinha de alfarroba e misturar bem para ficar homogénea e juntar tudo na água que já tem o sal e o fermento, mexer com uma colher de pau desde o centro, até toda a farinha das bordas ser incorporada e não haver farinha seca.

Deixar levedar tapado, á temperatura ambiente durante duas horas.

Esta massa está pronta a ser usada ou pode ser refrigerada e aguenta vários dias no frigorífico.

Quando for para ser usada, polvilhar a superfície com farinha e retirar a quantidade de massa que desejar, cortando com uma tesoura ou faca de serra, colocar sem mexer muito em cima de uma superfície enfarinhada e deixar descansar/levedar mais 40 min.

Levar ao forno pré-aquecido em cima de uma terracota ou num tabuleiro normal se não tiver a terracota, sempre polvilhado com farinha de milho ou outra.

Não esquecer colocar dentro do forno um recipiente com água a ferver, isto vai fazer com que o pão fique mais estaladiço e crocante, ao contrário do que possa parecer :-)