terça-feira, 25 de abril de 2017

Arroz doce e o casamento

Casamento e arroz, casam bem :)

Quando eu era pequena, na aldeia dos meus avós o arroz doce era rei, a sobremesa de eleição em todas as casas, nos casamentos que eram feitos em casa, por cozinheiras contratadas para fazer a comida, o arroz doce era a sobremesa principal  da festa.

Para além disso havia uma tradição em que os noivos iam entregar a casa de familiares, amigos e vizinhos que não eram convidados para o casamento, mas que eram pessoas por quem os noivos/seus pais tinham consideração, um grande prato de arroz doce, feito em casa.

Para mim este era o melhor arroz doce que alguma vez comi, feito com leite de cabra ou vaca dos animais criados na aldeia e por isso bem gordo e do qual resultava um arroz doce muito cremoso, sem adição de ovos nem outros cremes que noutros sítios usavam.

Desde que recebi o cabaz Bom Sucesso que andava com vontade de experimentar fazer o meu arroz doce super-fácil, com uma das variedades que veio, o Risotto, de bago bem gordinho que no meu imaginário achei que daria um arroz doce bem ao jeito daquele que comia em casa da minha avó e tias, cremoso e assim foi, ficou delicioso.



150gr de arroz para Risotto Bom Sucesso
1 litro de leite gordo
Meio litro de água
200 gr de açúcar
1 pau de canela
1 pitada de sal
Casca de limão a gosto
1 colher de sopa de leite em pó (opcional)

Meter tudo, sim eu disse tudo..... num tacho e vai ao lume até levantar fervura.
Nesta minha receita não há essas frescuras de abrir arroz na água porque se não, não coze e nem meter o açúcar só no fim porque vai pegar.... é mesmo tudo ao mesmo tempo.

Assim que começar a ferver baixa-se a temperatura do fogão e deixa-se fervilhar em lume brando durante 45 min, mexendo de vez em quando (mas pouco ou quase nada :).


Para quem gosta do arroz amarelinho pode juntar 3 ou 4 gemas batidas  (misturadas primeiro com 2 ou 3 colheres do arroz quente, para não talhar quando se junta), imediatamente antes desligar o lume e mexe bem, eu não meto, porque a tradição na minha terra não manda meter gemas, arroz doce é branquinho mesmo.

sábado, 22 de abril de 2017

Cracóvia um tesouro bem guardado

A minha ultima viagem foi a esta cidade no sul da Polónia, uma cidade encantadora e pitoresca, que me surpreendeu muito pela positiva, perfeita para passar um fim de semana ou alguns dias mais se pretender visitar nos arredores as minas de sal de Wieliczka ou para quem gostar, os campos de concentração de Auschwitz e Birkenau que para mim foi mesmo o motivo da viagem.

Vista do avião á chegada

Cracóvia foi capital da Polónia durante quase seis séculos, até 1596, o seu centro histórico foi inscrito pela UNESCO em 1978 na lista do património Mundial.
É citada como uma das mais bonitas cidades da Europa em parte pelo excelente estado de conservação de todos os edifícios da sua zona Central e histórica.

Praça Matejko com  Barbikan e a Porta de Florian, entrada para a cidade antiga ao fundo


Barbikan um edificio militar de origem medieval, o mais antigo na Europa

A cidade tem uma herança cultural que atravessa varias épocas desde o gótico, renascimento, barroco, que podemos admirar nos edifícios admiravelmente bem conservados do casco histórico, também nessa zona encontramos a maior praça medieval da Europa.

Porta de Florian, entrada na cidade antiga


É sede de uma das mais antigas e prestigiadas universidades da Europa e talvez por isso a cidade fervilha de juventude.

Á direita um pouco do que resta da antiga muralha


É uma cidade muito pacifica, não se vê sem abrigos e nem gente com ar duvidoso, nas ruas nem nas estações de comboios, o que nos transmite segurança para podemos desfrutar da cidade com o à vontade necessário, para passear.


Esta viagem teve vários pontos de interesse, por isso vou fazer o roteiro que fizemos por partes, começando pela cidade, nosso ponto de partida para as outras visitas.


No primeiro dia visitámos o centro Histórico a Praça central Rynek Glowny, rodeada por prédios históricos e igrejas, grande destaque para a basílica de Santa Maria com as suas torres góticas, uma das igrejas mais bonitas que já vi até hoje.



Inúmeros restaurantes marcam presença na praça, com as suas explanadas muito bonitas e aconchegantes, cheias de flores e aquecedores, já que nesta época do ano a temperatura era relativamente baixa, nada que impeça bons passeios.



A torre da câmara municipal Wieza Ratuszowa


O centro da praça, dominado pelo grande edifício Cloth Hall, reconstruido em 1555 em estilo renascentista, foi em tempos um importante ponto de comércio e ainda conserva no seu interior um pouco dessa tradição, com lojinhas que vendem artigos típicos e artesanato ou nem tanto, mas aqueles que os turistas gostam.



No mercadinho de Páscoa instalado na Praça central encontramos uma barraquinha dos famosos Pierogis

Passámos pela Rua kanonicza onde viveu João Paulo II e a rua dos franciscanos Ulica Franciszkanow onde ele falava de modo não oficial ao povo a partir de uma janela sempre que vinha a Cracóvia. 




A Universidade Jaguelônica onde estudou Nicolau Copérnico.


E mais um dos muito edifícios belíssimos que se encontra caminhando

Caminhando pelas ruas encontramos igrejas lindas 



Igreja de S. Pedro e S. Paulo


E mais uma vez muito difícil escolher entre tantas fotografias, deixo estas para já..... 
...............................................já já volto com mais um pouco desta viagem linda.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Um bolo e um ninho de Páscoa

Porquê o ovo e o coelho são os símbolos da Páscoa, um enigma intrigante, já que o ovo nada tem a ver com o coelho....

Pois a tradição vem da festa judaica Pêssach, que significa passagem, em que o ovo é utilizado como símbolo pelo povo de Israel, por ser o único alimento que não perde a forma depois de cozinhado, pelo contrário ele fica mais duro e resistente, dessa forma ele representa o povo judeu que se torna mais forte cada vez que passa por épocas de sofrimento .
A comemoração foi adaptada pelo cristianismo para relembrar a ressurreição de Cristo, a renovação da vida.
O coelho entra na história, porque simboliza a fertilidade pela enorme capacidade de reprodução.

Neste caso, os ovos foram mesmo convertidos num bolinho fofinho, mas ficam os de chocolate para lembrar a Páscoa



7 ovos
3 chávenas de açúcar
3 chávenas de farinha
1 chávena de água
Raspa de uma laranja
Sumo de uma laranja
Fermento
Fios de ovos para decorar

Bater primeiro as gemas sozinhas e em seguida juntar a água e bater bem (faz muita espuma).

Juntar o açúcar e continuar a bater, neste bolo a massa não dobra, ela triplica de volume, o que acontece logo quando se junta a água, com a junção do açúcar só fica mais densa.

Por ultimo juntar a farinha peneirada com o fermento, a raspa da laranja e o sumo e envolver com cuidado.

Bater as claras em castelo bem firme, envolver com cuidado no preparado anterior.
Verter numa forma bem grande, untada e polvilhada de farinha e levar ao forno a 200º durante 40 min ou até estar cozido, fazer o teste.

Decorei este com fios de ovos comprados no sitio do costume e uns ovinhos no ninho, só para lembrar a Páscoa.

domingo, 16 de abril de 2017

Resultado do primeiro passatempo realizado aqui no blog

Para primeiro passatempo posso dizer que correu tudo muito bem ainda que com muito poucos participantes, ou o prémio não era aliciante ou já ninguém gosta de ganhar um Prémiozinho.


Válidos contabilizei 23 participantes, os excluídos foram todos avisados por mensagem privada por não cumprirem alguma das regras e para além disso foram avisados na publicação do facebook e foi referido qual a inconformidade.

Depois de feito o sorteio pelo modo aleatório no random.org a feliz contemplada foi :

  1. Cristina Carrilho
por favor envie mensagem privada com os dados para proceder ao envio do livro

Muito obrigada a todos os participantes e Boa Páscoa