
Numa encosta da Serra de Leomil, no distrito de Viseu, ainda que mais perto de lamego e ergue-se num grande vale, ao fundo do qual corre o rio Varosa, um lugar paradisiaco, longe das estradas nacionais e do bulicio do transito, onde só se ouvem os galos das quintas e a água que vai correndo pelas encostas em regatos que vão ter ao rio.

Foi o primeiro mosteiro da Ordem de Cister fundado em território português, no séc. XII, num local de forte tradição monástica evidenciada na própria invocação do mosteiro a São João, já que, por norma, os cistercienses dedicavam as suas abadias à Virgem Maria.
De arquitectura românica, gótica, com portal renascentista, sofreu progressivas alterações durante o século XVII, nomeadamente na fachada.
Os altares são de talha dourada, contendo retábulos de pintura sobre madeira, da qual avulta o de São Pedro, o de Nossa Senhora da Glória e o do altar de São Miguel.
Na nave central, a peça mais notável desta igreja é sem dúvida o cadeiral barroco.
Sobre os espaldares estão pintadas personalidades ligadas à Ordem de Cister emolduradas por um notável trabalho de talha em ouro.

E um orgão onde a figura de um homem com barbas marcava o compasso da música movimentando o braço e a boca.

O altar central e pormenores em seu redor
Pormenores dos painéis de azulejos dos inícios do séc. XVIII que ilustram a história da fundação do mosteiro
dee pinturase do tecto


Nesta abadia repousa D. Pedro Afonso, um dos filhos bastardos do rei D. Dinis, num enorme sarcófago em pedra de granito encimada pela estátua jacente e decorado com cenas de caça

Na sacristia podemos contemplar valiosos azulejos, móveis e pequenos retábulos.

Foi provavelmente o primeiro mosteiro Cisterciense em Portugal e se a maioria do complexo é uma ruina perfeita, como se vê nas primeiras fotografias o interior da igreja está perfeitamente cuidado e mais ou menos recuperado.
Alguns pormenores históricos foram retirados da wikipédia e outros do site visiteportugal





































3 comentários:
Chamou-me a atenção este post que está apenas magnífico!!! Parabéns pela divulgação. E quantos mais locais como este não existirão pelo nosso Portugal?
E quantos mais abandonos não existirão em ordem à sua conservação, património da nossa secular História?
O que é preciso é construir o TGV. Como temos um País ennnnoooorrrrmmmmmeeeeeeeeee, o TGV vai encurtar essas distâncias ennnnoooorrrrmmmmeeeessssss... de uma ponta a outra.
Mas este - ou qualquer dos governos (ou serão antes desgovernos) anteriores, desde o 25 de Abril'74 - alguma vez se preocuparam com estas coisas mesquinhas? Gastar dinheiro em reconstruções? Em divulgação dos nossos locais lindos e únicos? Promover viagens, por exemplo, a estes locais, destinados a quem já deu o seu contributo em anos e anos de trabalho para o bem do País?
Utopia, pura utopia este meu pensamento...
Mas uma vez mais, obrigado pelas magníficas imagens (que desconhecia por completo) e pela soberba descrição das mesmas.
Eu conheci este mosteiro no ano passado quando passei uns dias em Tarouca e andei a conhecer todos os arredores, também fiquei encantada tanto com o mosteiro, como com todos os monumentos que encontrei nesta zona, pena que alguns estão degradados e sem falta de apoio para o restauro.
Beijinhos
Uma terra encantadora,por sorte foi là que eu sai do ventre da minha mae ,onde casei, onde fiz a minha casa e onde quero criar os meus filhos, é a minha terra e sempre serà.
Sou um filho da terra.
VS.
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