sábado, 28 de agosto de 2010

O lugar dos afectos

Um sitio sonhado por alguem e construido á imagem dos seus sonhos, com uma finalidade que me pareceu interessante, mas como local a visitar me pareceu deixar muito a desejar.


Quando se percorreu alguns kilometros de propósito para visitar algo que nem sabemos muito bem o que vamos encontrar, penso que nos sentimos um pouco defraudados pelo que se encontra neste lugar dos afectos.


Um sitio bonito com muita imaginação, um lugar encantado, parece que a qualquer momento vamos encontrar a bela adormecida ou a branca de neve a passear pelos espaços,


 mas depois de ver tudo e de escutar a filosofia do lugar

 eu pensei... e mais?!pareceu-me que faltou algo...
O interior de algumas casinhas, onde cada uma tem um nome e uma finalidade





Exposição de artigos desenhados pela autora do projecto, desde roupa de cama a vestidos de noiva
Não sei se foi o que pensaram os outros visitantes que fizeram a visita conosco e que tinham vindo de bem mais longe que nós, ou quem sabe talvez tivessem outras expectativas em relação ao local.


Pelo que eu percebi este é um local vocacionado para reuniões e terapia de grupos, terapia de casais, para apoios psicológicos e outras terapias desse género.

E a ideia de divulgar este local como local a visitar, pareceu-me que estará relacionado com um tipo de marketing, para publicitar o local e a sua função e também para angariar fundos para a continuação da obra, que como o nosso guia do local nos disse não tem apois financeiros de ninguem, depende da autora do projecto.


É um local cheio de simbolismos, e posso dizer que não dei o tempo por mal empregue como se diz por aqui, é um espaço com alguma magia, mas como disse antes falta-lhe algo, talvez os tais figurantes que o local nos sugere.

Esta é a minha visão do local e deixo o testemunho para quem não conhece, não ir sem saber o que vai encontrar, como eu fui e que para além disso o preço a pagar também não é caro mas também não fica barato, 7,5€  os adultos e 5€ as crianças, somando portagens, gásoleo e almoço fica carito...

Este lugar dos afectos fica na localidade de eixo, bem perto de Aveiro.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Pudim de frango com courgete

Em época de courgetes lá na quinta, já congelei, já cozinhei de tudo, já ofereci a quem quis receber e já nem sei que faça mais, porque este ano a produção superou tudo que seria de esperar e como ainda por cima só vamos á quinta de semana a semana ou nem isso elas cresceram e fizeram-se gigantes...

Esta espécie de pudim ou quiche sem massa foi uma das invenções, o resultado não foi bonito, porque a forma que utilizei não deve ser muito boa, porque já não é a primeira vez que me deixa mal, mas também foi a ultima, porque já teve o merecido destino.

300 gr de courgete ralada
2 cenouras médias raladas
1 cebola pequena ralada
2 peitos de frango já cozinhados
3 ovos
Sal q.b.
Pimenta q.b.

Primeiro ralei os legumes e desfiei o frango, depois foi só bater os ovos e juntar tudo.

Os temperos são a gosto, eu usei só sal e uma pitadinha muito pequenina de pimenta moida na hora.

Levei ao forno numa forma de bolo inglês untada e polvilhada de farinha, porque não tinha pão ralado e aquilo que parecia muito bonito, de repente ficou feio,
porque ao desenformar ficou a base toda agarrada ao fundo.
O sabor ficou muito bom, ainda que o menino depois de comer quase tudo no fim disse que não tinha gostado muito... penso que nisto ele sai ao pai, quando vê fazer as coisas já não gosta e o que ele não gostou foi de vêr tanta courgete e a cebola ralada.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Batido de pêssego

Nesta época do ano cá em casa abundam os produtos da nossa produção, 100% biológicos e esta é mais uma caixinha de pêssegos que veio lá da quinta já em junho, a fruta desta altura do ano e os citrinos são as unicas  que conseguimos comer em paz, sem procurar as proteinas que por lá poderão andar, porque depois destes calorões de agosto vem tudo com recheio.

Do que eu me lembro de quando era pequena nas quintinhas do meu avô,  perdidas lá no meio da serra da estrela num ambiente bem purinho, longe da poluição e dos tratamentos quimicos em massa, as frutas poderiam ter um furinho e lá dentro encontravamos um bichinho, mas nada parecido com o que acontece por aqui, a fruta apodrece inteirinha em cima das árvores e eu esquisitinha como sou nestas coisas já nem lhe toco.

Dizem os vizinhos lá do sitio que é devido a uma famosa mosca mediterrânica que habita estas paragens e como nada é tratado e tudo é 100% biológico ela aproveita bem para se encher de comer as nossas frutinhas.

Nesta altura do ano, penso que a famosa mosca ainda está a hibernar e não ataca, porque a fruta desta época não tem bicho nem apodrece e por isso comemos bastante, pena que as árvores ainda são pequeninas e dão pouco.

Destes pêssegos, resolvi não fazer doce, porque estavam bons demais, docinhos e sumarentos e o menino adorou por isso a unica coisa que fiz para além de os comer ao natural foi uns batidinhos para o nosso lanche.

Assim para cada copo bem espesso meti

1 chávena de pêssegos descascados e sem caroço
1 iogurte natural
2 colheres de sopa mal cheias de nestum
2 colheres de sopa de leite só mesmo para ficar um bocadinhos menos espesso.

Tudo no liquidificador e já está, levei um bocadinho ao frigorifico para ficar bem fresquinho ficou uma delicia.

domingo, 15 de agosto de 2010

Quando o calor aperta nada como umas saladinhas...

Por aqui o calor anda insuportável, este fim de semana fomos mais uma vez á covilhã e por lá estavam 37º durante o dia e de noite pouco baixava, por aqui o calorão não é tanto e á noite refresca mais um bocadinho, mas já não há quem aguente, nas noticias é só incendios, por aqui e por ali é só sirenes a apitar e bombeiros a correr....

Um caos e na cozinha quem aguenta ligar forno ou sequer ficar em frente do fogão, cá em casa temos reduzido ao minimo e não reduzimos mais por causa da criança, porque noutros tempos já teriamos virado vegetarianos ou saladianos...

Mesmo assim como lá pela quinta os tomates também estão em alta, temos usado e abusado deles, porque ainda por cima o sabor é bem diferente daquele que se compra por aí, uma verdadeira delicia, para mim que adoro tomate tem sido o paraiso e como se não bastasse o meu menino também é fã.

É tomate com tudo, em belas sandes com queijo fresco


Em saladinhas variadas

Com queijo fresco e azeitonas, polvilhado com uns oregãos e azeitinho do bom.
Com bastante pepino e fiambre.
É só puxar pela imaginação e abrir a porta do frigorifico para vêr o que por lá anda.

O ultimo carregamento que veio

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Bolo sem ovos

Resolvi experimentar fazer um bolo sem ovos porque tenho o colesterol um bocadinho alto e os ovos segundo dizem os entendidos são um perigo, mas na verdade não foi bem só por isso, foi mesmo por curiosidade também.
Andava sempre a dizer que todo o mundo tem colesterol e tensão alta e eu não, pois agora também tenho!!!! nem sei muito bem como!!!! porque cá em casa não se come fritos nem muitas gorduras, comemos bastantes verduras, vou ao ginásio 2 vezes por semana e nem sou gorda!!!! a unica coisa em que posso exagerar é no queijo e ultimamente no chocolate, mas não me parece que seja por aí, deve ter a vêr mais com história familiar ou então é a história da baleia que se farta de nadar todo o dia, só come peixe e algas e é gorda :-)

Bom mas voltando ao bolo, fiz para levar para a festa de fim de ano da catequese do meu menino, contra a vontade do marido que detesta que eu experimente coisas quando não é só para nós, mas eu sou teimosa e lá o fiz, porque se vou experimentar tudo só para nós então é que o colesterol dispára :-)

O resultado foi um bolo bem pequeno e com uma textura meio humida,  mais tipo borracha do que humido.
No sabor notava-se um pouco a farinha, na minha opinião é um bolo que até nem é mau, come-se bem, mas para quem não pode mesmo comer ovos, porque para quem pode e tem uma variedade tão grande de bolos tão bons, deixa um pouco a desejar.
Mas a receita também foi um bocadinho adaptada á minha maneira, não segui nenhuma á risca, talvez haja alguma testada melhor!!

2 iogurtes naturais
2 copos de açúcar
3 copos de farinha
1/2 copo de óleo (substitui por leite)
2 colheres de chá de fermento.

Bater  tudo no liquidificador.
Vai ao forno em forma untada e polvilhada de farinha a cozer em forno a 200º durante mais ou menos 30 m.
Fotografias do interior não tive coragem de fazer lá na festa, ou as outras mães iriam achar que sou meia doida, fotografar um bolinho assim meio michuruca :-) se houver próxima eu fotográfo.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Uma vida

E porque já passaram 20 anos............ metade da minha vida
Imagem da net


Desejo a você: fruto do mato, cheiro de jardim, namoro no portão, domingo sem chuva, segunda sem mau humor, sábado com seu amor .


Viver sem inimigos, filme antigo na TV, ter uma pessoa especial e que ela goste de você.

Música de Tom com letra de Chico, frango caipira em pensão do interior, ouvir uma palavra amável, ter uma surpresa agradável.

Noite de lua Cheia, rever uma velha amizade, ter fé em Deus, não Ter que ouvir a palavra não, nem nunca, nem jamais e adeus.

Rir como criança, ouvir canto de passarinho, sarar de resfriado, escrever um poema de Amor que nunca será rasgado.

Recordar um amor antigo, ter um ombro sempre amigo. Bater palmas de alegria, uma tarde amena, calçar um velho chinelo...

Tocar violão para alguém, ouvir a chuva no telhado, vinho branco, bolero de Ravel... E muito carinho meu.

Carlos Drummond Andrade

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pasteis de bacalhau

Pasteis de bacalhau, haverá coisa mais tipica da culinária portuguesa? entre outras esta é uma das mais tipicas, feito de norte a sul, pode haver variantes no nome, mas em todas as casas numa altura ou noutra há os famosos pasteis.

Pois cá em casa nunca tinha feito, mais uma vez porque não era hábito em casa da minha mãe e quer queiramos quer não somos influenciadas a cozinhar, aquilo a que nos habituámos a comer em casa da mãezinha.

Desta vez resolvi experimentar, porque o marido que ficou em casa sozinho com o menino resolveu fazer bacalhau cozido e batata como se fosse para todos, contando com o menino como se fosse grande e quando cheguei tinha uma grande posta e um monte de batatas de sobra.

Procurei uma receitinha e cheguei á conclusão que a mesma proporção de batata e bacalhau seria o ideal e fiz partindo do peso de bacalhau que tinha.

200gr de bacalhau cozido
200gr de batata cozida
1 ovo
Meia cebola
Salsa a gosto

Passei as batatas pelo passe-vite juntamente com o bacalhau, uma tarefa bem dificil, porque estes já estavam frios e o bacalhau não passa muito bem porque se faz em fios, mas contornei a coisa retirando por cima a massa que não conseguia passar, depois de estar bem moida.

Juntei depois o ovo, a salsa e a cebola muito bem picadinha.

Misturei tudo muito bem com uma colher de pau.

Moldei os pastelinhos com a ajuda de duas colheres de sopa e depois congelei para mais tarde fritar.

E para acompanhar nada melhor que um arrozinho de legumes

domingo, 1 de agosto de 2010

Pizza nem peixe nem carne

Mais uma pizza, para o jantar de domingo, um daqueles dias em que depois de almoçar bem, passar a tarde na sorna e lanchar bem, não apetece fazer muita coisa e muito menos jantar, por isso esta é uma alternativa sempre bem aceite por todos.

Pizza de compra só mesmo em ultima instância, porque depois de comer pizza caseira as outras não sabem a nada e como é super-fácil, porque a máquina de pão faz o trabalho duro, o resto é muito rápido em 20 minutos no forno está feito.

200 ml de água
1 colher de chá de sal
2 colheres de sopa de azeite
100 gr de farinha de trigo integral
220 gr de farinha tipo 55
1 medida pequena mal cheia de fermento ramazzotti (colher que vem com a máquina de fazer pão, corresponde a uma colher de chá)

Seleccionar o programa de massa da máquina de fazer pão.

Logo que acabou transferi a massa para o tabuleiro do forno untado com azeite e estiquei muito bem a massa, de modo a cobrir todo o tabuleiro.

Cobri com molho de tomate crú, sem encharcar, só o suficiente para cobrir a massa toda.

Para o molho, triturei

1 tomate caseiro grande.
1 dente de alho pequeno.
1 cebolinha pequenina tipo chalota.
1 colher de sopa de azeite.

Meti tudo no copo e triturei com a varinha, resultou mais ou menos 200 ml de molho.

O recheio foi uma miscelânia para agradar aos três habitantes da casa.

Fiambre
Chourição
Azeitonas pretas e verdes
atum (uma lata)
tomates pequenos
rodelas de courgete
queijo ralado

Distribui o recheio de maneira a formar 3 secções ( sem grande rigor) cada uma para agradar a cada um.

de um lado mais fiambre e tomate
de outro mais chourição e tomate
de outro a courgete  e o atum
Queijo ralado e azeitonas descaroçadas e cortadas ás rodinhas por todo lado.

Foi ao forno a 240º durante 20 minutos e foi o tempo ideal.


Resultou uma pizza de massa nem fina nem muito grossa, mas super estaladiça em volta, sem ser dura e no meio fofinha com olhinhos tipo pão, mesmo uma delicia.