quarta-feira, 29 de abril de 2015

Tarte 3 chocolates

Esta tarte, bolo ou semifrio, nem sei bem como chamar, foi das melhores sobremesas que comi ultimamente, excelente para apreciadores de chocolate.

A textura do doce é divinal, é de uma delicadeza impressionante, tão macio que se desfaz na boca, não é muito doce o que para mim é fantástico, não sou muito apreciadora de coisas exageradamente doces porque me enjoam e como eu costumo dizer depois de comer uma coisa muito doce no fim apetece-me uma fatia de presunto.... depois de comer uma fatia deste doce apetece outra e outra.....não podemos é pensar na quantidade de gordura presente :-)

É muito fácil de fazer, porque as 3 partes levam exactamente as mesmas quantidades só varia o tipo de chocolate.

Eu fiz no meu robot de cozinha e assim fica mais fácil, mas também se faz bem sem robot.

Base:
1 pacote de bolacha maria/torrada
100 gr de manteiga

Doce:
150 gr de chocolate de culinária
150 gr de chocolate de leite
150 gr de chocolate branco
150 gr de açúcar (eu meti menos de metade)
3 pacotes de natas (1 pacote para cada camada)
900 gr de leite (300gr para cada camada)
3 pacotes de cuajada (1 para cada camada)

Para a base é só triturar a bolacha na máquina, metem-se partidas de modo grosseiro e com 3 toques de turbo, mais uns 5 segundos na vel.5
Juntar a manteiga em pedaços e programar 2min. temp.70º e vel.3.

Deitar este preparado numa forma de aro removível e calcar muito bem com uma colher para ficar uniforme, da mesma espessura em toda a área. Pode-se levar ao frigorífico para arrefecer e endurecer.

Para a primeira camada meter no copo da máquina o chocolate negro partido em pedaços, 50 gr de açúcar, um pacote de natas, 300 ml de leite, 1 pacote de cuajada
Programar 5min. 90º vel.3

Segurar o copo até o chocolate estar desfeito, porque trepida muito.
Deitar o creme para a forma e para não se misturar com a bolacha, deitar com cuidado, aparando com uma colher.
Deixe a forma em cima da bancada, ou com cuidado meta no frigorífico, para solidificar mais rápido.

Entretanto prepare e segunda camada, exactamente igual á anterior, só que com o chocolate de leite e aqui meti só 10 gr de açúcar

Antes de deitar em cima da primeira camada, fazer uns riscos com um garfo, para o creme aderir melhor, porque como solidifica muito rápido, as camadas separam-se quando partimos as fatias para servir.

A terceira camada exactamente igual á primeira e segunda, só que com chocolate branco e só com 10 gr de açúcar, porque este chocolate é muito mais doce.

Entre cada preparação apenas passar o copo da máquina por água e secar.

A decoração é a gosto, como fiz na páscoa decorei com amendoas, e pepitas de chocolate, mas pode ser com outra coisa, raspas de chocolate e quem sabe até uns frutos vermelhos que combinam tão bem com o chocolate.

Se fizer pelo método tradicional dissolver tudo num tachinho em lume brando e no fim ao juntar a cuajada ter cuidado e mexer bem para não formar grumos.

Considerações:
-Não esquecer sempre chocolate de primeira qualidade, o melhor que encontrar, pela a diferença de preço não justifica a diferença no resultado final, principalmente numa sobremesa que é essencialmente chocolate.

-Ao retirar o aro, não precisa ter cuidado especial, porque o doce descola muito bem, o único cuidado é retirar para baixo o aro empurrando o doce para cima, porque se puxar-mos o aro para cima vamos sujar as camadas com a bolacha do fundo que tem alguma tendência a soltar migalhas.

-A cuajada comprei em Espanha, é da Royal, não sei se por cá já se vende nos hipermercados.

domingo, 26 de abril de 2015

Mega produção na pintura

Há algum tempo mudei de casa e ainda ando ás voltas com a decoração do novo espaço, como havia coisas na casa anterior que não gostámos de ver nesta, temos modificado algumas coisas, a sala foi  a ultima novidade e a mudança de estilo foi radical e com esta mudança, há coisas que não se enquadram, uma delas os quadros.

A arquitecta que me ajudou na remodelação tinha-me proposto uma tela grande impressa para uma parede, sendo eu "pintora" e tendo amigos pintores, achei uma afronta á arte e aos artistas, pendurar uma tela impressa..... uma espécie de cópia.
Pelo que me propus ser eu a pintar essa tela e contra todos e até contra mim própria, que tive algumas dúvidas, comecei a obra sem grande convicção de que a conseguisse levar a bom porto, sendo que a primeira dificuldade era mesmo o tamanho, já que nem conseguia chegar ao alto da tela porque ela é muito mais alta  que eu.

Vai daí montei uma estrutura na garagem para a pintar na horizontal, só que ainda assim não conseguia chegar bem ao meio e na garagem a luz não era natural pelo que também não me facilitava as coisas.

Esbocei um mapa que me levasse ao destino, primeiro numa tentativa de criar algo parecido com o que a arquitecta me tinha proposto

Pincelada sobre pincelada num mar de cores suaves onde o mapa já se foi desvanecendo

tardes e manhãs passadas

e a coisa começou a tomar forma, uma obra nunca está definitivamente terminada, ou pode estar sempre terminada, durante o processo, teve fases que eu gostei bastante e que me servem de estudo para novas telas, porque cá em casa temos espaço para mais

Para finalizar tive que por a tela de pé e qual pintor profissional em cima de um escadote dei os últimos retoques e as cores que faltavam para alegrar a tela e a minha salinha.

Obra completa e a secar no sitio onde vai ficar a olhar para nós, mesmo atrás do sofá preenchendo uma parede branca que fica assim completa sem mais nada

Mega produção porque foi a tela maior que pintei, 2m25/1m50