sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Massas de Salmão

Massas são a comidinha favorita cá em casa, e um dos pratos que provavelmente comemos mais, seja de carne ou peixe.

O mais normal é fazer a massada tradicional de peixe e para isso uso normalmente peixes mais brancos, pescada, maruca ou tamboril, mas se houver outro também serve.

Neste caso é um peixe mais rosinha como diz o menino, por ser um bocado gordo, o mais habitual é faze-lo grelhado, mas já tenho feito umas tentativas para imitar um prato que se come num bom restaurante italiano cá em coimbra e que o marido adora, sempre que vamos lá ele pede tagliatelle de salmão.

Ainda não consegui encontrar a formula perfeita, porque não faço e menor ideia de como eles fazem e eu não costumo comer isso lá, mas encontro umas aproximações que agradam ao a todos.

O tagliatelle é só cozido al dente em água e sal.

O salmão das várias vezes que fiz, cozi o salmão em água e sal, só até conseguir lascar.

Depois é só meter numa frigideira larga com azeite e saltear com alho e regar com sumo de limão para cortar um pouco a gordura, mexer com cuidado para não se desfazer

Com queijo feta esfarelado por cima e manjericão e já está uma versão.



E se juntarmos natas ou iogurte grego e envolvermos, também não fica mal, mas mais calórico

Outra variante mas diferente, mais ao jeito da massada tradicional, fiz com refogado de

cebola
alho
tomate
azeite

Juntar a água e aquando ferver juntar a massa .

O salmão também cozi e desfiz em lascas e só juntei no fim da massa estar quase pronta, neste caso não uso a água de cozer o salmão, por ter muita gordura.

domingo, 23 de outubro de 2011

Mais um doce de ameixa

Adoro fazer doces, não me canso de o dizer, nem de os fazer, tenho sempre um monte de frascos diferentes na despensa e no frigorifico, claro que não comemos tudo ou estariamos já diabéticos, sempre que vem alguem a casa e se fala no assunto lá sai com um frasquinho na mão, mas como já disse a quantidade de açúcar também já foi bastante reduzida cá em casa, por isso também não fazem muito mal os meus docinhos.

A fruta para doce salvo raras excepções é biológica, ou vem da quinta ou de alguma quinta de alguem amigo ou de familia. Estas ameixas vieram da sogra, de uma árvore que raramente dá, por causa do frio da zona, mas este ano estava carregadinha e quando lá fomos buscar estavam já um pouco passadas e como eram muitas resolvi mete-las na panela e elas nem se chatearam nada.

A cor delas é sempre verde, mesmo quando já se estão a desfazer por dentro, nem sei que variedade é esta, já me disseram que são abrunhos franceses e que seriam rainhas claudias, estas vieram mesmo da zona de lamego e nem a princesas chegaram

Com meia pele e com os caroços por inteiro, porque como são pequeninas não havia paciencia para os tirar, lá foram para a panela só com metade do açúcar do peso da fruta, até porque estas ameixinhas são puro açúcar, docinhas docinhas.

Quando a fruta começa a cozer, os caroços começam a soltar-se e é só caçá-los com uma escumadeira e se os quiser chupar é uma delicia :-) deixar ganhar ponto mas não muito forte.
No fim como tinha umas peles á vista triturei com a varinha mágica e ficou um puré delicioso, onde o sabor da ameixa fica perfeito.
Acondiciono em frascos com tampa de metal e fecho logo ainda com o doce a ferver, pois assim cria um vácuo e não deixa aparecer fungos, mas com esta quantidade de açúcar que eu ponho, não se conservam por muito tempo depois de abertos, eu deixo-os no frigorifico depois de abertos e aguentam mais um pouco, mas como têm pouco açúcar podemos come-los bem rápido.

domingo, 16 de outubro de 2011

Bolo bem casado da Lu

Andava eu a pensar que bolo fazer para o aniversário do marido, já que o que ele mais gosta mesmo é de um pãozinho de ló, apareceu-me mesmo a tempo um bolo com um ar divinal, no blog da Luciana, com a base de pão de ló e um recheio e cobertura de fazer babar qualquer um.

Um bolo simples, mas sofisticado ao mesmo tempo.
Segui a receita na totalidade, só não fiz a cobertura, porque como só fiz uma dose de bolo, o recheio foi muito e usei-o também na cobertura, fica para uma próxima oportunidade fazer com a cobertura que ela recomenda, por isso deixo a receita toda.

A medida que a Lu refere na receita é uma medida que aparece muito em sites e blogs brasileiros - o copo de requeijão, fui pesquisar e cheguei á conclusão que

1 copo de requeijão =250 ml

6 ovos
1 copo (requeijão) de açúcar
1 copo (requeijão) de farinha de trigo

Separar claras das gemas e bater as primeiras em castelo, sem ficarem muito duras.

Em seguida bater as gemas com o açúcar até formar uma gemada bem fofa, juntar as claras em castelo e envolver bem e por ultimo envolver a farinha peneirada, esta é a lógica da Lu, eu envolvi alternando partes de farinha com claras.

Levar ao forno em forma untada de manteiga e polvilhada de farinha e eu cozi em forno a 180º durante 35 minutos.

Recheio:
2 latas de leite condensado
1 colh. sopa de manteiga com sal
2 colh. sopa de amido de milho - usei farinha maizena.
200g de creme de leite (de caixinha) - usei natas

Primeiro cozinhar uma das latas de leite condensado na panela de pressão, eu usei leite condensado já cozido, para facilitar.

Fazer então o creme para rechear o bolo:
Misturar as natas com a farinha maizena e levar a lume brando com a outra lata de leite condensado e a manteiga, cozinhar até engrossar um pouco.
Juntar o leite cozido e levar novamente ao lume e cozinhar até ficar com consistência de brigadeiro, o meu não sei se ficou com essa consistencia, ficou um creme bem espesso.

Depois de desenformar o bolo espere que arrefeça para o cortar ao meio.

Pincele na parte de dentro das duas metades de bolo uma mistura de partes iguais de açúcar e água com um pouquinho de extrato de baunilha - este passo eu não fiz, porque não tinha reparado neste pormenor.
Recheie com o recheio já frio e retire o excesso de recheio das laterais e cubra com a calda de açúcar.


A cobertura que não fiz deixo a receita na mesma, porque me parece um doce bom para este ou outro bolo.

250 g de açúcar pilé
1 colher (chá) de extrato de baunilha
60 ml de água a ferver

Fazer uma calda juntando o açúcar, a baunilha e a água  a ferver.
Cobrir o bolo já recheado e deixe secar por 12 horas para formar uma casquinha dura.

A Lu recomenda que se deixe descansar de um dia para o outro, o meu foi comido logo meio morno, nem deixei arrefecer bem para rechear.

Tal como me pareceu é um bolo delicioso, mesmo sem a calda da cobertura, até hoje é o unico bolo que o meu menino comeu e se lambuzou no creme com uma satisfação que deu gosto ver.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Tarte de frango com iogurte grego

Esta tarte é mais uma das muitas que faço cá em casa, porque para além de gostarmos bastante é uma optima solução para aproveitamentos e bastante rápido de fazer.

Este ano como passei o verão numa onda de comida grega e de iogurte grego, decidi experimentar nas tartes/quiches em substituição das natas, já que tinha por aí uns para gastar e também porque ando sempre á procura da melhor solução para a substituição das natas, tentando encontrar uma forma mais saudável mas que seja do nosso agrado.

Esta solução do iogurte grego foi bastante boa, fica muito cremosa e quem não souber não adivinha que lhe faltam as natas, mas se virmos a composição destes iogurtes é fácil perceber porquê, é que eles são uma verdadeira bomba de gordura....

1 base de masa folhada
1 cebola
2 ou 3 dentes de alho
1 cenoura média
1 chávena de ervilhas
1 chávena de peito de frango assado e desfiado
1 courgete baby
3 ovos
1 iogurte grego
100ml de leite
1 colher de sopa de farinha.
queijo ralado q.b.
azeite q.b.

Primeiro desenrolar a base de massa folhada, que neste caso foi fresca, em cima da forma de tarte e reservar.

Picar a cebola e o alho fininhos e levar a alourar em lume brando com o azeite, depois juntar as ervilhas e a cenoura também picada em cubinhos pequeninos e deixar cozinhar por um bocadinho.

Juntar o frango desfiado e envolver tudo bem.

Bater os ovos inteiros com o iogurte e juntar meio copo de leite com uma colher de farinha dissolvida e bater bem.

 Meter a mistura dos legumes e frango na tarteira e espalhar bem, verter em cima a mistura dos ovos.

Colocar umas rodinhas de courgete, que neste caso era tão pequenina que lhe chamei baby em cima a decorar e polvilhar com queijo ralado a gosto, neste caso foi uma mistura de vários queijos.

Levar ao forno pré aquecido a 200º durante 30 minutos ou até estar cozido, dependendo do forno.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

E a cidade hoje é......

Castelo Branco...

Já que este blog para além dos sabores e das artes também é dedicado a viagens e fotografia em geral, os meus hobbies favoritos, decidi começar a elaborar aqui um roteiro das cidades, vilas e aldeias do meu Portugal, sem ser inserido em uma viagem especial, são os recortes que eu vou colhendo nos meus passeios, já que gosto bastante de fotografia e de viajar, seja cá dentro seja fora do país, vou aqui colocar um pouco do que fui e vou vendo na minha vida e como a  máquina fotografica me acompanha sempre, nos grandes e nos pequenos momentos, tenho montes para partilhar aqui.

E porquê Castelo Branco, para começar esta volta a Portugal? apenas porque é a capital do meu distrito de nascimento, cidade que apesar de ficar a meia hora de carro da Covilhã, nunca mereceu muito o meu interesse e poucas vezes por lá passei.
Para além da rivalidade bairrista entre as duas cidades, para os Covilhanenses Castelo Branco sempre foi apenas o ponto de passagem para Lisboa, antes de haver auto-estrada.

Há algum tempo fui lá acompanhar uma amiga, não propriamente em passeio, mas resolvemos ir mais cedo e dar uma volta pela cidade e fiquei pouco surpreendida com o que encontrei, não é uma cidade espectacular, nem antiga e monumental, nem moderna, o centro é pequeno e está medianamente bem cuidado, nota-se que a cidade cresceu bastante, porque tem uma zona residencial nova, ainda que estas zonas novas também têm pouco interesse.
Tem no entanto alguns pontos de interesse, que justificam bem um dia de passeio e a sua inclusão neste meu blog.

Como o nosso tempo era pouco optamos por fazer um pequeno roteiro apenas pelo centro e começamos por subir ao castelo, para ver a cidade do alto.

O Castelo com uma vista muito bonita para a cidade e arredores,



Pela cidade umas pracinhas, arcos e Cegonhas



E chegamos á Sé,uma fachada muito bem cuidada e o interior bonito, mas sem nada de muito especial.

E fomos caminhando até aos jardins do Paço Episcopal, um exlibris da cidade, jardins muito cuidados, ainda que mais pequenos do que eu tinha na memória de quando os visitei há alguns anos.




A escada dos santos
A escada dos reis
E muitas referencias a continentes ou coisas biblicas
Mesmo em frente e este jardim, um outro, mais moderno, onde a água é rainha, numa cidade onde o calor aperta, sabe bem ouvir o barulho da água e sentir o fresco que ela proporciona.









Há dois bons museus, que não tive oportunidade de visitar por falta de tempo, mas que tenciono fazer um dia destes.

O museu Cargaleiro

E o Museu Tavares Proença Junior, que ocupa o antigo Paço Episcopal, ao lado do Jardim com o mesmo nome.

Tenho a certeza que muito ficou por vêr, mas o tempo foi pouco e bem aproveitado mesmo assim, fica em falta outra visita, para completar o roteiro.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Bolo fofinho com maizena


Depois de uma saga de bolos de chocolate cá em casa fiquei enjoada e enquanto me lembrar não faço mais, para o aniversário do principezinho fiz mais uma vez um bolo de que gosto muito, um tipo pão de ló fofinho que gostamos muito e fica um bolo enorme que combina bem com qualquer recheio e decoração, com morangos, ananás e chantilly ou chocolate uma delicia, já está por aí no blog algures com outra decoração, mas o coração é sempre o mesmo e é delicioso.

Na decoração não consegui fugir ao chocolate, mas das outras os miudos não gostam tanto, aliás o que eles gostam mesmo é de roubar a decoração, porque para comer bolo não há tempo


7 ovos
1 chávena almoçadeira de açúcar
1/2 chávena almoçadeira de farinha
1/2 chávena almoçadeira de maizena
1 colh de chá de fermento

para a cobertura e recheio
200 chocolate culinária
200ml de natas

Bater as claras em castelo e quando estiverem firmes juntar o açúcar e bater mais um bocadinho.

Juntar as gemas uma a uma e continuar a bater.

Por ultimo juntar as duas farinhas peneiradas juntas e envolver muito bem com cuidado.

Deitar o preparado numa forma untada e polvilhada com farinha.

Levar ao forno a 200º durante 35 min, dependendo da forma, este eu cozi num tabuleiro e ficou um bolo enorme, e super leve e fofinho.

Com uma cobertura e recheio próprios para a tropa minor que veio á festa
e que deliraram com os chocolates que meti em volta e com as pintarolas em cima, ideia do menino, fazer um autocarro que foi descascado num instantinho.