quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Bolo de claras e citrinos

Tinha umas claras de sobra e como já tenho muitas congeladas, resolvi fazer um bolo só de claras, uma daquelas receitinhas bem fáceis e óptimas para aproveitamento destas.

8 claras
250 gr de açúcar
200 de farinha
120 gr de
1laranja
meio limão

Primeiro bater as claras em castelo bem firme.

Em seguida bater o açúcar com a manteiga, eu derreti um pouco no microondas, para ser mais fácil de bater.

Juntar o sumo da laranja e do limão e continuar a bater.

Envolver aqui a farinha e bater mais um pouco, para não ficar com grumos.

Por ultimo envolver com cuidado as claras e levar ao forno em forma untada e polvilhada de farinha a 200º, durante 30 minutos.
Por dentro ficou um bolo fofinho e mais branco que os que levam gemas, mas muito bom de sabor.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Um licor de maracujá e umas invenções do marido.

No fim de ano andei metida nos licores, e ainda tenho na manga um novo, mas ainda está a marinar por algum tempo, se sair bom depois aparecerá por aqui.

Há uns anos fazia muitos, era tipo vicio, experimentava todos que me apareciam pela frente, só que ninguem os bebia cá em casa e acabavam a ocupar garrafas por longos períodos de tempo.
Por isso desde que o meu avô deixou de produzir aguardente eu deixei de fazer licores, foi uma espécie de acordo, como ele dizia aos amigos, não valia a pena fazer aguardente, porque só a neta dele a queria e eu para não ficar com fama de alcoolica deixei-me disso...


Este licor de maracujá foi um dos ultimos que fiz e depois de passados tantos anos está puro mel, porque como outros ficou a envelhecer.

1 litro de aguardente
12 maracujás
700gr de açúcar
0,5l de água

Retirar a polpa aos maracujás e meter de molho na aguardente e deixar assim durante pelo menos um mês, agitando todos os dias se tiver paciencia para isso, se não quando se lembrar.

Coar por um pano ou por algodão, se se filtrar por papel retiramos a matéria orgânica toda e o licor perde muito das suas propriedades e sabor.

Depois fazer um xarope com a água e o açúcar ao lume a ferver até dissolver bem o açúcar e ganhar alguma expessura.

Deixar arrefecer e misturar á aguardente transferir para uma garrafa e deixar durante mais alguns meses até provar o nectar.

As invenções do marido são mesmo com aguardente pura, de Pêra ou envelhecida em carvalho.

A de pêra é feita com uma pêra que amadurece directamente dentro de uma garrafa, onde é metida ainda pequenina e depois se fixa a garrafa á arvore de modo á pêra crescer dentro da garrafa e quando está madura, corta-se o pé e enche-se a garrafa com aguardente e é só deixar envelhecer, se está boa, penso que nem o marido ainda sabe, também ele não é muito apreciador e como eu gosta é de inventar.

A envelhecida em carvalho, para quem não tem pipo, pode sempre arranjar um velhinho artesão que faça uma escadinha em madeira de carvalho e a meta dentro da garrafa, mas isto é só para verdadeiros artistas, não sei se se vende algures, mas quem não tiver a escada, pode sempre tentar com um troço de carvalho que entre pelo gargalo, dizem que resulta mesmo, que a aguardente envelhece mesmo e que fica saborosa, mas esta não é a minha praia e é coisa que nem provo.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Pão doce de milho

Quando vi este pão no blog da Gina fiquei logo de olho para fazer, porque achei que com aqueles ingredientes só podia ser bom e não me enganei, ele não é bom, é delicioso, já fiz mais não sei quantas vezes, porque é mesmo muito guloso, então quente e com manteiga é uma delicia.

A Gina faz á mão e quem quiser ver o modo é só ir lá cuscar, eu como não tenho muito gosto por sovar massas á mão, fiz mesmo na máquina de fazer pão e depois de muitas duvidas se devia fazer a receita inteira ou não, decidi fazer. Ficou um pão bem grande, mas não levantou a tampa da máquina.

2 ovos
1/2 lata de leite condensado
1/2 lata de milho(usei uma pequena de 150gr)
1/3 de chávena de leite
2 colheres de sopa de margarina (usei manteiga)
1 colher de sopa de leite em pó
Uma pitada de sal
500 gr de farinha
2 colheres de chá de fermento para pão
Farinha de fubá para polvilhar(não usei)

Meti todos os ingredientes excepto a farinha e o fermento no copo liquidificador, para triturar o milho e bater um pouco todos os ingredientes liquidos.

Transferi para a mistura para a cuba da máquina do pão e juntei aí a farinha e por ultimo o fermento.

Escolhi o programa de pão doce e ao fim de 3 horas estava um pãozinho enorme e muito mais tostadinho por fora do que todos os outros pães.

Fica um pão fofinho, sem ser seco, pouco doce, um sabor delicado, mesmo muito bom.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Caldudo

Há quantos anos não comia caldudo, já nem sei... e que bela recordação dos tempos de infância, este é um sabor que tenho na memória e que a minha sogra veio agora avivar, sem saber que eu gostava, ou sequer que conhecia, um dia destes que fomos lá almoçar, ela tinha lá esta "sopa" feita para nós.

Ainda que feita de maneira diferente da que eu conhecia, o sabor é muito semelhante.

Esta sopa era muito usada antigamente, porque as castanhas eram a base da alimentação, antes da divulgação do milho e da batata, resolviam o problema da falta de alimentos, para além disso era um alimento muito versátil, podia ser usado de varios modos, cozidas, assadas...

Para as conservar durante mais tempo, eram secas e a secagem era normalmente feita no caniço, uma estrutura feita de pequenas tábuas ou varas pregadas em barrotes por cima da pedra do lar, onde diáriamente se acendia o lume.
O calor do lume, passando pelos espaços entre as varas é que as secava. E eram estas castanhas secas, depois de piladas que serviam para fazer o caldudo..



  • Na minha zona e do que eu me lembro, as castanhas eram postas de molho, durante algum tempo para se retirar melhor alguma pele mais resistente e para amolecer a castanha seca.

Depois eram cozidas em água com uma pitada de sal.

Depois de cozidas, esmagavam-se algumas com o garfo e juntava-se leite e açúcar a gosto.

  • A minha sogra por não ter castanhas secas, fez com as normais.

Deu-lhe um corte na casca, como se fosse para cozer normalmente e levou ao lume com bastante água, só até começar a abrir a casca, escorreu a água e descascou-as.

Meteu em água nova a cozer outra vez, até estarem meias desfeitas.

  • Do que eu me lembro, o Caldudo que a minha avó e a minha mãe faziam ficava mais claro e de sabor mais macio e docinho, mas este soube muito bem para matar saudades.
Procurei na net se encontrava algo sobre o assunto e encontrei esta receita


500 g de castanhas piladas;
5 dl de leite;
Açúcar e canela.
Ponha as castanhas piladas de molho, de um dia para o outro. E depois de retirar todas as pelezinhas, que tenham ficado agarradas às castanhas, introduza-as em água e leve-as a cozer. Quando esmagar uma castanha facilmente, com um garfo, escorra a água e volte a introduzir as castanhas na panela. Regue-as com leite quente e deixe cozer, em lume brando até cozerem bem. Esmague algumas castanhas com um garfo e coma o caldudo bem quente polvilhando com açúcar e canela.


sábado, 11 de fevereiro de 2012

Cogumelos com farinheira

Comprei estes cogumelos com ideias diferentes, mas por falta de tempo e disposição acabaram todos no forno aos encontrões com uma bela farinheira do fundão.

Cogumelos portobelo
Cogumelos de paris.
Farinheira
Cebola
Alho
Queijo ralado q.b.

Retirar a pele e os pés aos cogumelos.

Picar uma cebolinha pequenina, um dente de alho e os pés dos cogumelos.

Misturar tudo bem.

Retirar a pele á farinheira e amassá-la junto com o preparado anterior.

Encher os chapéus dos cogumelos e cobrir com queijo mozzarela ralado.

Levar ao forno em tabuleiro, regado com um fio de azeite e borrifado com um pouco de vinho branco.

Em menos de 20 minutos estava o petisco pronto. Aos portobelo, talvez pelo tamanho do chapéu, faltou uma pitada de sal, porque o sal da farinheira não foi suficiente para os temperar, mas eu gostei na mesma

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Sapateira recheada

Dizem os entendidos que para escolher uma boa sapateira, devemos escolher uma fêmea, porque há maior probabilidade de estar cheia e ter ovas, já várias vezes me explicaram, mas nunca me lembro quando vou comprar outra vez, desta fotografei para não esquecer.

Este deve ser o formato da casca na parte da barriga, para ser fêmea, esta "barbatana" central, deve ser mais larga e arredondada do que no macho, dizem que devemos também escolher a mais pesada que encontrar-mos, porque se sai mais caro também é sinal que está cheia, porque não há nada pior que gastar algum dinheiro e abrir a dita cuja e ela ter a barriga vazia, uma verdadeira frustração.

Não foi o caso desta que tinha a barriga cheia até demais, era grande e estava cheinha de ovas, vermelhinhas.

Eu quando compro sapateira compro sempre congelada, porque se escolhermos bem, temos sempre alguma garantia, viva só comprei uma vez e não me entendi muito bem a coze-la e não gostei, o bicho arrancou as patas todas e a coisa não correu bem, por isso agora compro sempre congelada.

O recheio é sempre mais ou menos a olho e ao sabor do conteudo também, se tem mais ou menos, assim se acrescenta mais ou menos coisas.
Quando tem pouco conteudo na barriga, eu ás vezes acrescento bem o recheio da carapaça entre as patas e até o recheio das patitas pequenas e trituro tudo.

Esta como estava bem cheia, não foi preciso adicionar muita coisa.

1 sapateira congelada
1 ovo cozido
2 ou 3 raminhos de pikles
3 ou 4 colheres de sopa de maionese
1 colher de chá de mostarda
2 colheres de sopa de vinho do porto ou cerveja a gosto

Primeiro cozo o ovo e meto no copo da 123, junto aí os pikles e a mostarda e trituro tudo.

Junto esta papa ao recheio da sapateira e misturo tudo muito bem, o conteúdo da sapateira numa primeira abordagem eu amasso tudo com a mão, para moer tudo muito bem.

Junto depois a maionese e o vinho do porto, mexo tudo muito bem com um garfo ou vara de arames e está pronto.

Picantes nem pimentas não costumo juntar, porque não apreciamos muito cá em casa.
 Depois é só meter dentro da casca para ficar mais bonito,

Ou pode-se meter em conchas de vieira ou em tacinhas para distribuir pela mesa se houver muita gente é mais funcional.

Podem-se por as patinhas em volta, fica sempre bem e há sempre quem goste de se divertir a partir e a debicá-las.
E comer com tostas ou pão torrado, eu prefiro de longe este ultimo torradinhas e nem precisam manteiga...

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O meu novo brinquedo

Pois é apesar da crise este ano o pai natal ou o menino jesus nem sei bem qual dos dois foi, foram meus amigos, trouxeram-me um brinquedo novo, um robot de cozinha da taurus uma belissima Mycook, só agora o apresento, porque queria primeiro postar as receitinhas de natal que fiz ou saíriam já em época de páscoa.


Para mostrar como a coisa funciona veio uma senhora muito simpática cá a casa fazer o nosso jantar e em mais ou menos duas horas ela fez um verdadeiro banquete para pelo menos uma duzia de pessoas.

Lêr o livro de instruções e experimentar não causa o impacto que causa vêr a máquina a trabalhar, nas mãos de alguem que domina a máquina e que consegue em pouco tempo explorar todas as suas potencialidades, fiquei deveras encantada.

Então o menu foi composto por um sorvete de banana, que saiu geladinho na hora, uma bela limonada, que só quem já fez na expremedora de citrinos e bebeu desta pode avaliar a diferença, não há termo de comparação...
Um bacalhau com natas, uma quiche de legumes e uma bela sopinha de creme não aveludado, mas super aveludadissimo, com a couve cozida a vapor.

Se eu disser que na mesma máquina e nas duas horas que demorou a preparação da janta ainda foram feitos os adereços tipo pão ralado com coentros e alho, queijo ralado, molho bechamel, a base da quiche e nem sei que mais não estou a exagerar e ainda por cima no fim daquilo tudo só tive o copinho maravilhoso para acabar de lavar, porque a máquina também o deixa meio lavado se quisermos ou se não quisermos lavá-lo podemos meter na máquina de lavar louça.

Não sou vendedora, nem tenho nenhuma comissão pela publicidade, mas a verdade é que fiquei com vontade de publicitar a maquininha, sei que a maioria das pessoas conhecem mais e são mais adeptas da bimby, não sei se por ser mais antiga e conhecida, mas esta é uma verdadeira delicia.

Para já e pela pouca experiência que tenho o que me vidrou mais foram os sumos com três ou quatro peças de fruta conseguimos um nectar purissimo, sem corantes nem conservantes, as massas para pizza, quiche e por aí, que em menos de um minuto estão prontinhas a esticar ou a levedar um pouquinho, ficam deliciosas e mais umas em que sabemos os produtos que utilizamos. O picar cebola e alho que eu detesto e fazer refogadinhos em menos de 5 é outro atractivo e os restantes ainda estão por descobrir, só com a prática vem o dominio do brinquedo.

O sumo no centro da imagem é um que vem no livro de receitas da máquina e que fica uma delicia.

Sumo de laranja, cenoura e limão

500 gr de laranja
300gr de cenoura
100gr de limão
700gr de água
150gr de açúcar

Introduzir as frutas descascadas no jarro, juntamente com a água e o açúcar e marcar 3 minutos na velocidade 10 e já está.

Guardar no frigorifico se pretender fresquinho, posso dizer que com estas quantidades de fruta e água ficou um nectar grossissimo, cá em casa os adultos ainda juntámos mais um pouquinho de água nos copos e ficou excelente.